O metrô pode parar

Metroviários do DF avaliam indicativo de greve em assembleia nesta terça (24)

Categoria denuncia ausência de diálogo com GDF e condições de trabalho

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Metroviários denunciam sobrecarga de trabalho e redução da frota em meio à falta de investimentos no sistema.
Metroviários denunciam sobrecarga de trabalho e redução da frota em meio à falta de investimentos no sistema. | Crédito: Renato Alves/Agência Brasília

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô) realiza, nesta terça-feira (24), uma assembleia geral extraordinária com indicativo de greve para debater os rumos da categoria. Na pauta, os metroviários devem deliberar sobre a contraproposta do Metrô-DF referente à data-base intermediária do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027, que foi apresentada em novembro do ano passado. No entanto, a contraproposta ainda não foi apresentada.

“O SindMetrô-DF enviou as reivindicações em novembro (um mês antes do prazo, por solicitação da companhia) e até hoje o governo não deu nenhuma resposta oficial, o que coloca a categoria em estado de alerta”, aponta comunicado do sindicato.

Há 13 anos a companhia não realiza concursos públicos para contratação de funcionários. O último processo seletivo foi realizado em 2013, que ofertou 232 vagas para níveis médio e superior. “Em 2018, tínhamos 24 estações e 1.300 empregados; hoje, são 27 estações e pouco mais de 1.100 trabalhadores. Essa defasagem tem adoecido os empregados e comprometido a segurança dos usuários e dos próprios trabalhadores”, destaca a organização sindical.

Além da sobrecarga de trabalho e acúmulo de atribuições, a categoria também denuncia que o Metrô-DF tem convocado empregados em dias de folga, feriados e outros eventos sem efetuar o pagamento referente aos dias trabalhados. “A empresa realiza a compensação por meio de folgas, mesmo não havendo acordo que institua banco de horas. Além disso, as folgas muitas vezes não podem ser usufruídas justamente pela falta de funcionários”, diz o texto.

Atualmente, o metrô é responsável pela mobilidade de cerca de 170 mil usuários todos os dias.

“A categoria é responsável por garantir que milhares de pessoas se desloquem pela cidade e exerçam seu direito de ir e vir, por isso pressionam o GDF para uma valorização de seu trabalho. O governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão não investiram sequer na infraestrutura do transporte, pois em 2018 tínhamos 32 trens em circulação e, hoje, cerca de 17 trens”, finaliza a nota do sindicato.

A reportagem do Brasil de Fato DF solicitou posicionamento ao Metrô-DF, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.


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Editado por: Flavia Quirino

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