BRASIL POPULAR

Marcha percorre cidades mineiras para defender a democracia

1,5 mil pessoas caminharam de Ouro Preto a Belo Horizonte pautando mudanças na política

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No último dia, cerca de 3 mil pessoas participaram do ato no Vera Cruz, em BH
No último dia, cerca de 3 mil pessoas participaram do ato no Vera Cruz, em BH | Crédito: No último dia, cerca de 3 mil pessoas participaram do ato no Vera Cruz, em BH

 Saindo de Ouro Preto, após manifestação no dia 21 de abril, cerca de 1,5 mil pessoas realizaram uma caminhada para demonstrar sua insatisfação com a política nacional. Elas são contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff, e denunciaram projetos do Congresso Nacional que retiram direitos da população.
Foram percorridos 191 quilômetros até chegar em Belo Horizonte, com paradas nas cidades de Mariana, Catas Altas, Santa Bárbara e Sabará, que receberam, nas praças, uma feira de produtos orgânicos produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A manifestação chegou em Belo Horizonte na terça (26) pela manhã, com uma caminhada no morro Alto Vera Cruz, na região Leste da capital, com cerca de 3 mil pessoas. “É uma honra a escolha da nossa comunidade para essa união do morro, do asfalto e do campo no fortalecimento da democracia”, comentou Júlio César, presidente do Centro de Ação Comunitária Vera Cruz. 

Reunião com governador
A tomada simbólica do Palácio da Liberdade, antiga sede do governo estadual, foi o último ato da Marcha pela Democracia. Foi realizada uma reunião entre o governador Fernando Pimentel (PT) e 23 representantes da Frente Brasil Popular, organizadora da Marcha. Os líderes populares reivindicam que o governo dê atenção e prioridade a projetos que beneficiem os trabalhadores. “Essa seria a forma mais contundente de barrar o golpe”, afirmou Silvio Netto, integrante da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O governador ouviu as reivindicações e se comprometeu a dar consequência a elas. Sobre o cenário político, afirmou que “a situação é de equilíbrio instável”, se referindo à relação entre PT e PMDB no governo, e que essas pontes precisam ser mantidas. Destacou ainda que movimento e governo terão “tarefas diferentes” no próximo período. Ele se comprometeu a garantir segurança ao acampamento contra o golpe, que se instala na Praça da Liberdade a partir de 1º de maio.

Conheça algumas pessoas que colaboraram com a marcha

“Estou fazendo o que eu gosto e colaborando com alguém que está na mesma batalha que eu. Dá trabalho, mas sem trabalho não tem vitória. Mas pra gente, isso não é nada. Vamos conciliando a logística e as 15 pessoas que trabalham na cozinha. E nosso trabalho é importante, porque a alimentação é tanto combustível quanto a saúde. E por isso é preciso cuidar dela”

Rodrigo Xavier de Oliveira trabalha na cozinha da Marcha. Os alimentos e utensílios de cozinha vão sendo levados de cidade em cidade para fazer os almoços, jantas e lanches.

 

 

 

“O sentido da marcha é a gente passar em várias cidades conversando com as pessoas e dar uma demonstração de resistência. Vamos conversando sobre o golpe, a reforma agrária, a educação e acumulando forças no meio desse caminho”

Ester Hoffmann, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e uma das organizadoras da Marcha.

 

 

 

 

“Somos um movimento que envolve toda a família e a partir daí vimos a necessidade de cuidar das crianças para as mães e pais poderem participar das lutas. Nós entendemos que as crianças também devem ter esse espaço de interação, de cuidado e de educação no movimento”

Helenice Pereira da Silva, coordenadora da “Ciranda”, um tipo de creche itinerante que acompanha as marchas.

 

 

 

 

“A primeira marcha que a gente faz fica na história da gente. De começar a compreender e respeitar o próximo. Conhecer os valores da gente. Hoje nós marchamos para conseguir uma qualidade de vida para o jovem. E também mostrar para a sociedade que todos têm direito de ir para a rua cobrar”

João Martins Pereira, conhecido como Biloba, participou da Marcha do MST de 100 mil participantes, em 1997.

 

Editado por: Redação

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