FESTA JUNINA

Festas de São João movimentam o Rio

Quadrilhas, comidas típicas e boa música prometem aquecer corações e não deixar ninguém parado

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Festas juninas de bairros são uma boa pedida em tempos de crise
Festas juninas de bairros são uma boa pedida em tempos de crise | Crédito: Festas juninas de bairros são uma boa pedida em tempos de crise

O mês de junho finalmente chegou, para a alegria dos amantes das festas juninas. Esse momento de alegria é marcado pelas comidas típicas, fogueiras e muito concurso de quadrilha. A música oficial é o forró, com suas derivações que vão desde o Baião ao Xote, do Xaxado ao Pé de Serra. O cantor mais tocado sem dúvida é Luiz Gonzaga, a maior referência do gênero que o Brasil já conheceu.

Mas de onde vem toda essa tradição? O Brasil de Fato pesquisou a origem dessa grande festa e compartilha com nossos leitores. E ao final ainda tem uma programação inicial de arraiás para os próximos dias.

FESTAS JUNINAS

No Brasil, a tradição foi trazida pelos portugueses na época da colonização. Lá na Europa, continente onde está Portugal, o costume vem desde a Idade Média. Festas joaninas ou festa dos santos populares lá, como também aqui, homenageiam três importantes figuras do cristianismo: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho). A tradição manda comemorar na noite da véspera, para celebrar logo nas primeiras horas a chegada do dia dos santos.

Apesar de serem difundidas em todo o país, estas festas encontraram na região nordeste sua principal raiz no Brasil. Por lá, as comemorações não se restringem às datas dos santos apenas, mas se estendem por todo o mês. Como acontecem em junho, que é um mês caracterizado pela diminuição da temperatura, a fogueira é um elemento importante porque reúne as pessoas ao seu redor, para aquecer durante a estação.

QUADRILHAS

Anarriê. Alavantú. Duas velhas conhecidas palavras das quadrilhas juninas. Ambos os termos são de origem francesa e querem dizer: anarriê, voltar todos a seus lugares, e alavantú, todos vão para a frente. Pesquisas apontam que a quadrilha tem origem na França e na Inglaterra. Chegou pela primeira vez à cidade do Rio de Janeiro por volta de 1820 e era dançada pelos poderosos daquela época, pertencentes à elite imperial, que viviam com base na exploração do povo brasileiro e das riquezas naturais de nosso país.

Mas foi no sertão nordestino que a festa se consolidou ao encontrar a musicalidade da região e receber a inclusão de novos personagens, como o padre, os noivos, o rei e a rainha do milho. Acabou virando um casamento na roça, com direito a juiz e delegado para garantir que o matrimônio seja realizado.

COMIDAS TÍPICAS

Outra característica brasileira da festa é a culinária, toda baseada no milho, colhido no final de maio e junho. É assim também um momento de celebrar e agradecer o grão que germinou e deu frutos. Depois de retirá-lo da terra, basta preparar as guloseimas: canjica, munguzá, pamonha, milho cozido ou assado.

 

PROGRAMAÇÃO

Organizações que realizam a festa pelo Rio de Janeiro estão fechando os últimos detalhes para divulgar os diversos arraiás pelo estado, que iniciam este mês, mas que seguem até agosto. Aqui vão duas dicas:

CENTRO

Pois era noite de São João – Arraiá do Largo de Santa Rita

Local: Beco das Sardinhas – Centro

Horário: Das 10h às 22h

Data: 12 de junho

Entrada Franca

 

MÉIER

1º Arraiá Gourmet do Méier

Local: Jardim Do Méier – Méier

Horário: Sexta, das 16h às 22h; sábado e domingo, das 12h às 22h

Data: 17 a 19 de junho

Entrada Franca

 

Editado por: Redação

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