Paraná

Greve dos trabalhadores da Usina do Xisto já dura 24 horas

Já são quase 24 horas de atividade ininterrupta

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Usina em São Mateus do Sul (PR)
Usina em São Mateus do Sul (PR) | Crédito: Usina em São Mateus do Sul (PR)

Os trabalhadores do regime de turno ininterrupto de revezamento da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR), iniciaram nesta quinta-feira (01/09), greve por tempo indeterminado.

O movimento é motivado pela decisão unilateral da Petrobras de reduzir a jornada do turno de oito para seis horas. A alegação é de que a medida se deve à decisão judicial que determina o interstício (intervalo) mínimo de 11 horas entre as jornadas.

A greve começou intensa. A adesão dos petroleiros do turno é total e a empresa mantém na unidade os petroleiros que entraram no revezamento das 15h30 do dia 31. Já são quase 24 horas de atividade ininterrupta. A empresa ainda não chamou o sindicato para negociar uma rendição de turno.

Interstício

A ação do intervalo foi movida pelo Sindicato, no ano de 2006, em todas as unidades do sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. Todas as bases tiveram decisões favoráveis aos trabalhadores e a Petrobras cumpriu em quase todas elas, à exceção da SIX.

Cabe ressaltar que em nenhum momento a sentença judicial discorre sobre diminuição da jornada e durante as negociações os representantes jurídicos da Petrobras colocaram empecilhos em todas as propostas apresentadas pelo sindicato, inviabilizando a possibilidade de qualquer acordo.

Nesta sexta-feira (2), o sindicato realiza uma assembleia para avaliar o movimento e socializar informações. 

Retaliação

Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC, afirma que a empresa usa a pressão sobre a categoria como estratégia jurídica. “Querem que os trabalhadores abram mão do passivo trabalhista gerado pelo não-cumprimento do interstício. Isso foi uma condicionante colocada pela Petrobrás para a manutenção da tabela de oito horas que jamais aceitaremos, pois fomos nós que vencemos a ação. Trata-se de uma represália mediante uma derrota jurídica”, afirma.

Editado por: Redação

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