Encontro

Papa se reunirá com movimentos populares para discutir agenda social

Cinco entidades brasileiras representam o país em encontro no Vaticano que definirá pautas para ação social

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Papa Francisco no segundo encontro com movimentos populares na Bolívia, em 2015
Papa Francisco no segundo encontro com movimentos populares na Bolívia, em 2015 | Crédito: Papa Francisco no segundo encontro com movimentos populares na Bolívia, em 2015

Cerca de 150 representantes de movimentos e organizações sociais de todo o mundo se reúnem esta semana na Cidade do Vaticano para o III Encontro Mundial dos Movimentos Populares. Ao final do evento, que começa nesta quarta-feira (2) e vai até o dia 5 de novembro, haverá uma audiência com o Papa Francisco.

Dentre as delegações de 65 países, cinco entidades brasileiras — o Conselho de Entidades Negras (Conem), a Central dos Movimentos Populares (CMP), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a União Nacional Por Moradia Popular (UNMP) — representam o país no encontro. Importantes nomes de ativistas pela Justiça Social como o ex-presidente uruguaio José Mujica e o religioso italiano Luigi Ciotti, fundador do movimento anti-máfia Libera, também confirmaram presença no evento.

Já em sua terceira edição, o encontro foi idealizado pelo pontífice para dialogar com as entidades e agentes de órgãos da Igreja Católica que trabalham com populações carentes. A primeira edição foi realizada em Roma, na Itália, e a última edição em 2015, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.

Na sexta-feira (27), durante uma coletiva de imprensa, Juan Grabois, consultor do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e responsável pelo Comitê organizador do encontro, explicou que o evento pretende ajudar na definição de propostas de ação no campo social e é uma forma de “trazer à tona para a mídia mundial uma realidade que sofre em silêncio”.

Cofundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos e da Confederação da Economia Popular, Grabois frisou a urgência de “os pobres deixarem de ser vítimas de políticas sociais definidas, sem a sua participação, para se tornarem protagonistas de um processo de mudança, que lhes permite o acesso aos direitos mais sagrados como a terra, teto e trabalho”.

Já Dom Silvano Maria Tomasi, secretário-delegado do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, enfatizou a intenção do Papa Francisco em “sensibilizar as pessoas sobre a situação dos que vivem nas periferias da sociedade”. As discussões do Encontro Mundial dos Movimentos Populares têm como norte a busca pelos "três T's": teto, trabalho e terra.

* Com informações da Radio Vaticano

Edição: José Eduardo Bernardes

Editado por: Redação

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