Colômbia

FARC e governo da Colômbia anunciam um novo acordo de paz

Novo texto, lançado no sábado (12), tenta avançar em itens de acordo anterior que geraram insatisfação

Após da vitória do "não" no plebiscito do 2 de outubro, o novo texto traz mudanças que procuram garantir o acordo de paz
Após da vitória do “não” no plebiscito do 2 de outubro, o novo texto traz mudanças que procuram garantir o acordo de paz | Crédito: Após da vitória do "não" no plebiscito do 2 de outubro, o novo texto traz mudanças que procuram garantir o acordo de paz

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP) e o presidente Juan Manuel Santos anunciaram, no sábado (12), um novo acordo de paz. A negociação ocorreu após a vitória do “não” no plebiscito realizado em 2 de outubro, que rechaçou a implementação de pactos construídos durante quatro anos de diálogo..

O novo texto, que inclui 60 mudanças, foi assinado em Havana, capital cubana, pelo representante do governo colombiano, Humberto de la Calle, e um dos líderes da guerrilha, Iván Márquez. Chamado pelos participantes de “o acordo da esperança”, o documento busca superar as insatisfações suscitadas no primeiro texto e avançar na resolução do conflito que já tem mais de 50 anos, envolvendo a guerrilha, os paramilitares e os agentes das forças públicas, com um saldo de mais de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de colombianos atingidos, que precisaram se deslocar.

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“Chegamos a um novo acordo final para acabar com o conflito armado, que integra mudanças, precisões e contribuições dos mais diversos setores da sociedade e que revisamos um a um”, diz o comunicado conjunto lido pelos diplomatas da Noruega e de Cuba, países mediadores do processo de paz.

No texto, as FARC-EP e o governo convidaram “toda a Colômbia e a comunidades internacional (…) a acompanhar e respaldar o novo acordo e sua imediata implementação para deixar no passado a tragédia da guerra”. “A construção da paz estável e duradoura (…) deve ser o compromisso comum de todos os colombianos que contribuíram para superar a polarização [no país] e que possamos reunir todas as expressões políticas e sociais”, destaca o comunicado.

Os principais pontos de discordância, que resultou na vitória do “não” no plebiscito do 2 de outubro, referiam-se à instituição de uma Justiça especial para julgar fatos relacionados ao conflito, paralela à Justiça comum; à elegibilidade política automática dos ex-guerrilheiros; e ao fato de que o acordo não previa penas de prisão convencional.

As mudanças incorporadas no acordo de paz também incluem pontos relacionados à reparação das vítimas, reforma agrária, propriedade privada, narcotráfico, questões fiscais e participação política. Ainda não foi anunciado como será referendado o novo acordo: se haverá um plebiscito ou se ele será aprovado diretamente pelo presidente. O texto completo do novo acordo pode ser consultado em espanhol neste link

Editado por: Redação

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