Liberdade

PF fez “perseguição política travestida de processo penal”, diz advogado de Guimarães

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi conduzido coercitivamente nesta manhã pela PF

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Advogado do blogueiro caracterizou ação da PF como perseguição política
Advogado do blogueiro caracterizou ação da PF como perseguição política | Crédito: Advogado do blogueiro caracterizou ação da PF como perseguição política

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi conduzido coercitivamente à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na manhã desta terça-feira (21). Seus equipamentos de trabalho foram apreendidos pelos agentes. Ele foi liberado por volta das 11h30 do mesmo dia.

Agentes da PF foram à casa de Guimarães às 6h. A condução coercitiva foi determinada pela 13ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro.

De acordo com o relato do próprio Guimarães, policiais o interrogaram sobre a notícia por ele divulgada de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria conduzido coercitivamente e teria seu sigilo bancário levantado.

“Eles chegaram 6h da manhã na minha casa. Me entregaram o mandado de busca e apreensão pra equipamentos eletrônicos: celular, notebook, um pendrive e o celular da minha esposa. Agora, sou um blogueiro sem equipamento nenhum. A apreensão viola a atividade jornalística”, lamentou Guimarães, em entrevista aos Jornalistas Livres após o depoimento.

De acordo com ele, a divulgação da notícia relacionada a Lula faz parte de seu ofício: “Eu recebi de uma fonte as informações. Eles queriam saber se eu tenho relações com a fonte. Eu declarei não conhecer a pessoa. Eu divulguei, porque é meu trabalho”. Ele ainda afirma nunca ter sido intimado anteriormente a depor sobre o caso.

Fernando Hideo Lacerda, advogado de Guimarães, caracterizou a ação da PF como “perseguição política travestida de processo penal”.

“São duas arbitrariedades: a condução coercitiva sem intimação prévia – o Código de Processo Penal é claro -, a segunda é a violação do sigilo de fonte. Isto é na Constituição Federal”, explicou Lacerda.

Guimarães responde ainda a outro inquérito, por ter afirmado em sua conta de Twitter que a atuação de Moro na Lava Jato prejudicava a economia nacional e gerava desemprego.

A Polícia Federal em São Paulo afirmou que a ação foi determinada no Paraná. A reportagem tentou contato com a Polícia Federal paranaense, mas não obteve sucesso.

Editado por: Camila Rodrigues

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