Repercussão

“Vamos recorrer às Cortes Internacionais”, diz deputada sobre condenação de Lula

Juiz de primeira instância Sérgio Moro condenou ex-presidente a nove anos de prisão nesta quarta

Lula na ocasião de seu depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba (PR)
Lula na ocasião de seu depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba (PR) | Crédito: Lula na ocasião de seu depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba (PR)

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, a nove anos e seis meses de prisão, gerou imediatamente reações negativas no Congresso. A decisão também proíbe Lula de assumir cargos públicos por 19 anos.

“Vamos recorrer dessa condenação farsesca de Moro contra Lula às Cortes Internacionais. Lula é perseguido político por liderar pesquisas. Condenação de Lula é eminentemente política e tem o único objetivo de torná-lo inelegível. É o golpe dentro do golpe”, escreveu nas redes a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). 

Wadih Damous, deputado federal (PT-RJ) e ex-presidente da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), se posicionou, em transmissão ao vivo no Facebook, criticamente em relação à sentença de Moro: “Se estivéssemos vivendo em um tempo de normalidade, em um Estado Democrático de Direito, o processo sequer chegaria a esse momento final e teria sido arquivado. Sem ler a sentença, posso afirmar que se trata de uma peça jurídica imprestável. Não há provas que incriminem o ex-presidente Lula. Ao contrário, quem fez prova de inocência, sem obrigação de fazê-lo, foi a defesa”.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que "Moro escolheu dia em q CCJ inicia debate sobre denúncia de corrupção contra Temer para condenar Lula sem provas! Desfaçatez".

Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também em transmissão no Facebook, afirmou que “esse pessoal da Lava Jato sempre atuou em cima do timing político. Eles condenam agora para dar tempo de tirar Lula do jogo [eleitoral]. Tem que ter reação nossa, tem que ter mobilização! É a continuidade do golpe! Eles sabem que Lula não para de crescer, porque estão destruindo o Brasil”, criticou o senador lembrando que o ex-presidente só se torna inabilitado após confirmação da condenação em segunda instância. 

Os oponentes do petista, por sua vez, comemoram a decisão.

“Justiça sendo feita contra um criminoso que tantos prejuízos trouxe ao Brasil com seu projeto de poder”, escreveu o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) em seu Twitter:

Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-SP),  filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), relacionou a sentença com a aprovação do desmonte da legislação laboral: “Reforma Trabalhista aprovada + condenação Lula = volta da confiança no Brasil”. 

Editado por: Vanessa Martina Silva

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