Abolição inacabada

Em Minas Gerais, persiste a prática perversa de seres humanos escravizados

Brasil seguiu construindo senzalas e trocando trabalho por comida após abolição

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Dona Ambelina dos Santos, 84 anos, moradora mais velha da comunidade de Indaiá
Dona Ambelina dos Santos, 84 anos, moradora mais velha da comunidade de Indaiá | Crédito: Nilmar Lage

Minas Gerais é um estado sabidamente assim chamado pela sua riqueza mineral: ouro, diamantes, minério de ferro, alexandrita e outros mais. Durante o período colonial do país, as investidas de bandeirantes como Borba Gato e Antônio Dias de Oliveira, devastavam o interior em prol das riquezas escondidas. Formaram vilarejos, distritos, cidades.

Assim foi com a freguesia Nossa Senhora de Nazaré de Antônio Dias, elevada posteriormente à cidade de Antônio Dias. Distante cerca de 180 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade possui fazendas e histórias seculares que trazem as marcas do período da escravidão e a abolição inacabada que chega aos 130 anos ainda sob o signo do racismo.

Além das fazendas de escravos, a região possui também pelo menos três comunidades quilombolas: Baú, Mangorreira e Indaiá, sendo que apenas Indaiá foi reconhecida; as demais estão em processo de comprovação da ancestralidade escrava. 

A assinatura da Lei Áurea oficializa o fim do trabalho escravo formal, porém, em processos algumas vezes velados, pessoas como Joana dos Santos, nascida já no século 20, vivenciaram a experiência de trabalhar em troca “daquilo que queriam pagar.” 

Confira a videorreportagem

 

Editado por: Daniela Stefano

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