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Campanha de Haddad pede resposta imediata do TSE

Coligação se reuniu nesta sexta-feira com Rosa Weber, presidenta do Tribunal

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Coligação vê risco de perda de provas em escândalo de caixa dois envolvendo Bolsonaro
Coligação vê risco de perda de provas em escândalo de caixa dois envolvendo Bolsonaro | Crédito: Foto: Agência Brasil

Representantes da coligação “O Brasil Feliz de Novo” se reuniram na tarde desta sexta-feira (19) com a ministra Rosa Weber, que ocupa a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha de Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) demandou que a Corte tome providências imediatas sobre o pedido de investigação do escândalo de caixa dois envolvendo a campanha adversária. 

Após o encontro, Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, afirmou à imprensa que não há suspeitas em relação á lisura do sistema eletrônico de votação organizado pelo TSE, mas que o Tribunal precisa tomar medidas urgentes para garantir que o caso possa ir adiante.

“O tema da reunião foi as fake news. O uso indiscriminado das redes sociais, em particular o Whatsapp, para disseminar notícias e qual é a posição do Tribunal em relação a isso. Saio muito preocupada com as condições do TSE enfrentar essa nova situação pela qual está passando o processo eleitoral brasileiro. Ontem, entramos com uma ação com pedidos cautelares para fazer buscas e apreensões para produção de provas e até agora não tivemos decisão”, afirmou.

Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça e advogado eleitoral da chapa, explicou que o fato dos pedidos cautelares já terem se tornado públicos abre possibilidade para que a investigação seja inviabilizada. Segundo ele, as próprias ações tomadas pelo Whatsapp sem determinações judiciais apontam para o fato de que os requisitos para concessão dos pedidos liminares estão presentes.

“O Whatsapp suspendeu a conta das empresas disparadoras. E suspendeu de certas personalidades. Nós pedimos medidas cautelares. Hoje, essas medidas estão na boca do povo. Na hora em que você entra com um pedido desse, a resposta imediata tem que ser 'sim' ou 'não'. Pode destruir computadores, documentos. Há um risco evidente de perecimento de provas”, defendeu.

Aragão citou como indícios a serem investigados mensagens veiculadas pelo próprio perfil de Twitter de Bolsonaro e seus apoiadores. No primeiro caso, há um vídeo de empresários defendendo o fim das eleições no primeiro turno para que não tenham que “gastar mais dinheiro”. Em relação ao filho do presidenciável, Eduardo, há postagem em que questiona o bloqueio de sua conta afirmando participar de “milhares de grupos”. 

Segundo Hoffmann, Weber se comprometeu a procurar o ministro Jorge Mussi, que recebeu os pedidos da coligação, para que se pronuncie o mais rápido possível. A Presidência do TSE deveria conceder entrevista coletiva também na tarde desta sexta-feira, mas o encontro com jornalistas foi adiado, sob a justificativa que uma das autoridades que também participaria da sessão teve problemas de agenda.

Editado por: Diego Sartorato

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