Editorial Paraná

O petróleo ainda é nosso?

Bolsonaro pretende leiloar área da camada do pré-sal que pode gerar 15 bilhões de barris de petróleo

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“O povo brasileiro está sendo saqueado”, diz Guilherme Estrella, um dos principais quadros técnicos da descoberta de petróleo no pré-sal
“O povo brasileiro está sendo saqueado”, diz Guilherme Estrella, um dos principais quadros técnicos da descoberta de petróleo no pré-sal | Crédito: Helô D'Angelo

O que já foi uma afirmação de Getúlio Vargas, hoje é uma incerteza. A descoberta de reservas de petróleo na Bahia, na década de 50, resultou na criação da Petrobrás, graças à campanha da sociedade brasileira “O petróleo é nosso”. Mas, agora, querem vender barato a nossa maior empresa nacional. 

No dia 6 de novembro, o governo Bolsonaro pretende leiloar uma área situada na Bacia de Santos, na camada do pré-sal, sobre o qual a Petrobrás, em 2010, ganhou o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo. Hoje, após pesquisas, a área pode gerar 15 bilhões de barris. 

De acordo com reportagem publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), considerando a avaliação mínima de 6 bilhões de barris, o ganho com sua comercialização chegaria a R$ 800 bilhões. O governo Bolsonaro pretende arrecadar cerca de oito vezes menos: R$ 100 bilhões com a venda dos direitos de exploração.  

“O povo brasileiro está sendo saqueado”, foi o que afirmou Guilherme Estrella, que atuou na estatal entre 2003 e 2012, um dos principais quadros técnicos da descoberta de petróleo no pré-sal. 

Fica a reflexão: será que a reserva deste valioso recurso natural, que por um curto período nos deu esperança de independência em energia, ainda pode ser nossa e usada em favor do povo?

Editado por: Gabriel Ruiz
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