Trabalho

Covid-19: Quebra de protocolo e aglomeração contribuem para contaminação de bancários

Em Pernambuco, cerca de 200 funcionários de bancos já se contaminaram no ambiente de trabalho

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Maioria das aglomerações acontecem na Caixa Econômica | Crédito: Agência Brasil

Representantes de sindicatos e trabalhadores bancários têm denunciado constantes aglomerações nas agências. A demanda de milhares de pessoas em busca do auxilio emergencial e o descumprimento do protocolo de prevenção e cuidados têm colocado em risco a vida da população. A situação é bastante crítica em Pernambuco, onde algumas agências chegam a realizar até mil atendimentos por dia. Segundo levantamento feito a partir de denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários do estado, até o momento, quase 200 bancários já se contaminaram com o novo coronavírus desde o dia oito de maio.
 
Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzi Rodrigues, as denúncias que o sindicato têm recebido são, principalmente, pelo descumprimento do protocolo de prevenção. "Tendo uma pessoa [testada] positiva, precisa afastar aquele funcionário que adoeceu e toda a equipe, higienizar a agência e pode-se abrir a agência com a nova equipe. As informações que temos é que os bancos afastam a pessoa que estava doente, não troca a equipe e nem está higienizando a agência", explica. 

A Caixa Econômica e o Banco Santander lideram o ranking entre os bancos com maiores números de funcionários contaminados, somando mais da metade dos casos registrados. Do total de funcionários bancários que contraíram o vírus, a Caixa parece, com 32%, e o Santander, com 24%, seguidos por Bradesco (21%), Itaú (10%), Banco do Brasil (8%) e Banco do Nordeste (5%).

Diante desta situação e par evitar sub-notificações, o Sindicato lançou a campanha de conscientização "Não se cale, denuncie!". "Temos recebido denúncias nos bancários de que os bancos estão fazendo reuniões e solicitando que os bancários não informem os sindicatos da sua situação de saúde. Para a gente é duplamente incoerente quando um banco importante com um serviço desse, que é assistência social às pessoas que precisam, não dá as condições de higiene e de vigilância para que seu funcionário possa trabalhar e colocando em risco centenas de milhares de pessoas que precisam ir ao banco fazer seu atendimento", reforça Suzi.

Confira em vídeo a reportagem completa:

 

Editado por: Monyse Ravena

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