BRAÇO DIREITO

Suspeito de ajudar a sumir com armas que mataram Marielle e Anderson Gomes é preso

Sargento do corpo de bombeiros é suspeito de esconder o armamento para descartá-lo, posteriormente, em alto-mar

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“Estamos pedindo para que as pessoas em um ato de apoio ao legado de Marielle coloquem em sua janela lenços, faixas amarelas”, destaca pai da vereadora | Crédito: Tomaz Silva/EBC

O sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Maxwell Simões Corrêa, suspeito de dar fim às armas utilizadas no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi preso nesta quarta-feira (10), em sua casa, na capital carioca.

Em sua mansão de dois andares, avaliada em R$ 1,9 milhão em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na zona Oeste do Rio, também foi apreendida uma BMW X6, cujo valor beira R$ 170 mil. 

Conhecido como Suel, ele é apontado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) como o braço direito de Ronnie Lessa, o principal suspeito de ser o autor dos disparos na execução, ao lado de Elcio Queiroz, que teria dirigido o carro. Ambos estão presos desde março de 2019.

Segundo as investigações, Suel, ao lado de Elaine Pereira Figueiredo Lessa, esposa de Ronnie, Bruno Pereira Figueiredo, cunhado de Ronnie, José Marcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas, ajudou a esconder as armas que estavam em um apartamento no bairro do Pechincha utilizado por Lessa, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para descartá-las, posteriormente, em alto-mar.

::"O crime contra Marielle foi político, mas também racista”, afirma Marinete da Silva::

Os quatro que teriam ajudado Suel a esconder as armas foram presos na primeira fase da operação. 


Organograma das relações entre Bolsonaro e as milícias / Arte: Fernando Bertolo/Brasil de Fato

 

De acordo com o MP-RJ, “a obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso, (…) impedindo a apreensão do vasto arsenal bélico ali ocultado e inviabilizando o avanço das investigações”. 

Suel foi também citado na denúncia anônima feita em 15 de outubro de 2018 que levantou o nome de Ronnie Lessa. A partir de então, as investigações também passaram a ter o bombeiro como alvo.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios (DH), o bombeiro afirmou que na noite da execução levou sua mulher, Aline Siqueira de Oliveira, ao Real Medical Center, em Botafogo. Após a consulta médica, eles teriam se dirigido ao Bar Resenha Grill, na Avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, para onde Ronnie Lessa e Élcio Queiroz teriam ido depois de assassinar Marielle Franco e Anderson Gomes.

A prisão de Suel, que ocorreu no âmbito da Operação Submersus 2, foi deflagrada por policiais da DH e por promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A primeira fase da operação foi realizada em outubro de 2019 e surgiu justamente para elucidar o descarte da arma utilizada na execução. 

Editado por: Leandro Melito

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