DESIGUALDADE

Artigo | Ricos seguem intocáveis para Bolsonaro

Após querer retirar recursos do Fundeb, o governo é acabar com o desconto da declaração simplificada do imposto de renda

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Pesquisas de opinião, que atuam como termômetro de desempenho político, têm apresentado flutuações no comportamento dos brasileiros em relação a Bolsonaro | Crédito: Marcelo Camargo /Agência Brasil

Desesperado com a possível perda de popularidade com o fim do auxílio emergencial de R$ 600, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta implementar o Renda Cidadã, programa de transferência de recursos mais amplo do que o Bolsa Família. Mas a equipe econômica insiste em tirar do bolso da classe média para dar para os mais pobres. Enquanto isso, os ricos seguem intocáveis com isenções e omissão na taxação de fortuna e lucros. 

Após querer retirar recursos do Fundeb e do pagamento de precatórios, a hipótese da vez do governo é acabar com o desconto da declaração simplificada do imposto de renda. Com essa medida, Bolsonaro faz o contrário do que prometeu em campanha: que era ampliar a faixa de isenção de R$ 1903 para R$ 3 mil, diminuindo assim a quantidade de brasileiros que sofrem o desconto. Isso colocaria mais recursos no bolso da maioria do povo brasileiro, reativando a economia. Porém, a famosa “canetada” do presidente ainda não aconteceu. 

Em ofício encaminhado a senadores e deputados do Paraná, o Sindicato dos Engenheiros exige que ocorra o reajuste da tabela do Imposto de Renda: “O Estado, novamente por meio do Executivo e do Legislativo, deve corrigir distorções e privilégios tributários que achatam o bolso da classe média e da população mais pobre enquanto aumenta a riqueza dos mais ricos”, questiona a entidade. 

No começo do ano, antes da pandemia, se o reajuste de 7,39% fosse realizado, seriam injetados na economia R$ 13,5 bilhões. Desde 1996, a defasagem histórica chega a 103,87% no acumulado. Se a correção fosse feita, nenhum contribuinte do Imposto de Renda cuja renda tributável mensal seja inferior a R$ 3.881,66 pagaria o imposto. 

Editado por: Gabriel Carriconde
Sindicalizadas/os no SISMUC

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