Pandemia

Contra volta das aulas presenciais, professores de SP entram em greve na segunda (8)

Sindicato registrou 147 casos de covid em escolas; governo Doria (PSDB) fala em descontar faltas

Aluna higieniza as mãos ao entrar na escola Milton da Silva Rodrigues em São Paulo, nesta terça-feira (3), no primeiro dia de retorno às aulas de alunos do ensino médio no estado de São Paulo
Aluna higieniza as mãos ao entrar na escola Milton da Silva Rodrigues em São Paulo, nesta terça-feira (3), no primeiro dia de retorno às aulas de alunos do ensino médio no estado de São Paulo | Crédito: NELSON ALMEIDA / AFP

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou, na tarde desta sexta-feira (5), que a categoria entrará em greve a partir do dia 8 contra o retorno presencial das aulas no estado.

As aulas presenciais foram retomadas esta semana. Desde então, a Apeoesp contabilizou 147 casos de covid-19 em escolas.

A paralisação, segundo o sindicato, tem como objetivo "preservar vidas, tanto de professores quanto de estudantes, funcionários e familiares." 

Em assembleia realizada virtualmente, 91% dos trabalhadores votaram a favor da paralisação, e 82% foram favoráveis a manter as aulas a distância.

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Ao longo da semana que vem, a Apeoesp pretende organizar eventos para protestar contra a decisão do governo João Doria (PSDB) de retomar as aulas presenciais sem as medidas necessárias para conter a disseminação do vírus.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou à imprensa que serão tomadas as "medidas judiciais cabíveis" e que a ausência dos professores será analisada caso a caso, conforme a justificativa apresentada. Ainda segundo a pasta, se a justificativa não for aceita, as faltas podem ser descontadas.

Na Grande São Paulo e nas regiões de Araçatuba, Baixada Santista, Campinas, Presidente Prudente e Registro, que estão na fase amarela, poderão participar das atividades até 70% dos estudantes – que serão obrigados a voltar. Nas demais regiões, a volta dos estudantes é opcional, com limite de 35% por sala de aula.

O governador não comentou o anúncio de greve dos professores.

Editado por: Rodrigo Chagas

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