Pesquisa CNT/MDA

Bolsonaro é reprovado por gestão da pandemia e tido como culpado por demora na vacina

Governo do ex-capitão é reprovado por mais da metade dos entrevistados, 57,2%; dados apontam curva de alta da rejeição

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Deputado Jair Bolsonaro, durante votação do impeachment de Dilma Rousseff
Deputado Jair Bolsonaro, durante votação do impeachment de Dilma Rousseff | Crédito: Deputado Jair Bolsonaro, durante votação do impeachment de Dilma Rousseff

 A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (5), que mostrou perda de popularidade do atual presidente e distanciamento em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também mostra rejeição na condução da pandemia. Agora, o governo Bolsonaro é reprovado por mais da metade dos entrevistados, 57,2%, e o resultado aponta para um crescimento contínuo dessa rejeição.

A desaprovação, que era de 39,1% em outubro do ano passado, subiu para 42% em fevereiro último e agora deu um salto de 15 pontos percentuais.

Assim, a aprovação, que era de 57,1% em outubro de 2020, caiu ligeiramente, para 54,3% em fevereiro, e agora despencou para 39%. Ou seja, em um intervalo de nove meses, que coincide com a piora da pandemia, a situação se inverteu, e a gestão do governo na crise sanitária passou a ser vista como negativa.

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Outros 3,8% não sabem ou não responderam, número estável. A avaliação, portanto, influencia as intenções de voto, pois Bolsonaro perde para Lula tanto num primeiro (41,6% a 26,3%) quanto num segundo turno (52,6% a 33,3%).

Responsabilidade com vacinas

Outro dado da pesquisa desfavorável ao presidente é que os entrevistados seguem elogiando os governos estaduais, para os quais Bolsonaro tentou transferir responsabilidades. A aprovação manteve-se praticamente estável, agora em 58,8%. A desaprovação, também sem alteração significativa, é de 36,7%, enquanto 4,5% não sabem ou não responderam.

Para completar, quando se pergunta sobre quem é o principal responsável pela demora na vacinação, quase metade (49%) aponta o presidente da República. Em segundo lugar, bem atrás, “todos eles”, incluindo presidente, governadores e prefeitos. Os governadores são mencionados por apenas 5,6% e os prefeitos, por 1,4%. Para 5,2% dos entrevistados, não houve demora.

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Renda cai, preços aumentam

A atuação do Ministério da Saúde tem números mais equilibrados. Para 34,5%, a gestão na pandemia é ótima (6,7%) ou boa (27,8%). Já para 30,3%, é ruim (14,2%) ou péssima (16,1%). E 33,4% consideram regular a condução da crise.

Mais da metade dos entrevistados (56,5%) aponta redução da renda durante a crise, enquanto 35,1% disseram que mantiveram o rendimento e 8% tiveram crescimento. E a uma pergunta sobre inflação, 92,4% (ante 90,9% em outubro) afirmaram que os preços estão “aumentando muito”.

Segundo os responsáveis, foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

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Conteúdo originalmente publicado em: Rede Brasil Atual

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