A rapper Malu Viana será homenageada pelo Coletivo Nimba na próxima edição do "Sarau A Única Negra", que acontece de forma virtual nesta quinta feira (29), às 21h. Artista e ativista social, Maria Luiza Rodriguez Viana, a Flor do Gueto, faleceu no último dia 12 de junho, deixando um legado artístico e de ativismo.
Participam da homenagem a violista Gabriela Vilanova, a cantora Glau Barros, a atriz Silvia Duarte, o rapper Piá, a Iniciativa Cultural Poetas Vivos, Delma Gonçalves, Rafa Rafuagi, Seguidor F, Kyzzy Rodrigues e Silvia Abreu, entre outros convidados. A transmissão será pelo Instagram do Coletivo Nimba.
Quem foi Malu
Rapper, fanzineira, blogueira, radialista, educadora social, produtora cultural, bacharelando em Serviço Social, a lista de atividades que Malu Viana exercia era extensa. Malu Viana foi militante do movimento negro, uma das pioneiras do movimento Hip Hop no RS e ativista da cultura em todo o Brasil, reconhecida por sua bravura e combatividade. Foi protagonista na luta das mulheres. Sua atuação rompeu as fronteiras geográficas. Seu ativismo se fez presente sempre que fosse preciso bradar contra a intolerância, o racismo, as desigualdades sociais e por mais dignidade aos artistas. Também foi uma defensora das cotas sociais.
Na última eleição à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Malu Viana concorreu a uma vaga. Durante sua campanha, ela dizia: “O momento político denso que o Brasil vive, hoje, é percebido, de maneira muito natural, no interior do país e nas principais capitais. Porto Alegre está nesse contexto e precisa de mulheres negras ocupando a Câmara de Vereadores e fazendo um debate coerente e profundo sobre a luta antirracista. Caminhar junto ao fortalecimento da representatividade negra nas instituições é uma obrigação revolucionária de todes”.
Sobre o Sarau
O Sarau A Única Negra se estabelece como um lugar de troca e de fala para artistas negras e profissionais negras da cultura. Mesmo em um contexto de pandemia, mantém-se a proposta de reunir um conjunto de artistas descendentes da diáspora africana em conversas que discutem a presença minoritária da mulher negra em espaços de produção intelectual, de consumo e de poder. O evento também celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído por meio da Lei nº 12.987/2014 para homenagear a líder quilombola Teresa de Benguela.
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