ARTE

Artista restaura a obra “O Abraço” localizada no centro de BH

Obra partiu da Itália em um contexto do fluxo migratório que tem ocorrido no mundo todo

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Obra ficará pronta no dia 1 de setembro | Crédito: UFMG/Reprodução

Desde o dia 16 de agosto, o artista Davi De Melo Santos, conhecido como DMS, está dando nova vida à obra “O Abraço”. A obra, que faz parte do Cura – Circuito de Arte Urbana, foi pintada no ano de 2017 como parte das comemorações de 120 anos de Belo Horizonte.

Muito querida pela população belorizontina, O Abraço, se deteriorou muito rápido devido a infraestrutura do prédio onde se localiza, na Rua Tupinambás, na região central da capital. Com novos métodos de pintura, o CURA e o artista realizam o sonho de restaurá-la.

Na pandemia o abraço se torna ainda mais simbólico

Segundo Priscila Amoni, umas das idealizadoras e curadoras do CURA, “a versão 2021 vem num momento especial, de esperança, onde estamos todas sonhando com um abraço. Abraçar a família, os amigos, a rua, a cidade, a vida. Um abraço ao ar livre vendo o céu azul do dia, ou as estrelas da noite. Um abraço onde caibam todas, todos e todes. Um abraço do bem viver que nos conecte ao passado e nos mostre um caminho para construir um futuro onde este gesto singelo e forte seja a metáfora da nossa sociedade”.

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Artista nos conta o significado da obra

DMS conta que a obra “partiu da Itália em um contexto do fluxo migratório que tem ocorrido no mundo todo, mas, especialmente na Europa, como se fosse a Europa abraçando a África”. Filho de um casal interracial, o artista conta que acabou “buscando encontrar esta identidade minha no próprio abraço, mas, ao mesmo tempo, trazendo algo que é de todos. Quando coloco o negro abraçando o branco, o dia abraçando a noite, é o abraço das diversidades, é o encontro dos povos”.

Versão 2021 vem num momento onde estamos todas sonhando com um abraço

O Abraço e a pandemia

A pandemia do novo coronavírus fez com que muita gente perdesse entes queridos ou precisasse se afastar, devido ao isolamento social. DMS afirma que esse cenário torna o abraço ainda mais simbólico porque “acaba ganhando também um espaço da eternidade, um abraço eterno, aquele que permanece, que ficará, que não se desfaz. Não se trata apenas do agora, é um tempo presente, porém contínuo”.

Para Davi o abraço representa a luta pela vida e esse “abraço coletivo, um abraço que vai tocar a todos, vai ser um abraço para a cidade. As pessoas poderão se sentir acolhidas de alguma forma, uma imagem que passa conforto”.

A pintura ficará pronta no dia 1 de setembro no Edifício Príncipe de Gales, rua dos Tupinambás, 179, centro de BH.

 

Editado por: Elis Almeida

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