Espaço social

ONG e Prefeitura de Porto Alegre se reúnem para debater futuro de espaço social

Misturaí reivindica local há pelo menos um ano para ampliar projetos sociais desenvolvidos na Vila Planetário

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“Quando olhamos para aquele espaço fechado, não tem como não ficar triste, sabendo que poderíamos estar ali fazendo coisas maravilhosas” | Crédito: Luciano Sito

Há pouco mais de um ano, a comunidade da Vila Planetário, localizada em Porto Alegre, e representantes e voluntários da ONG Misturaí estão na expectativa de uma resposta da Prefeitura de Porto Alegre a uma reivindicação antiga da entidade: utilizar parte de um prédio atualmente desocupado na Casa de Artes Santa Terezinha, conhecida entre os moradores da Vila Planetário, no bairro Santana, como Copa. Na segunda-feira (27), a ONG tem um encontro com representantes da Secretaria de Governança do município, em que esperam uma sinalização da destinação do espaço público, ocioso há anos. 

O Copa fica no centro da Vila Planetário, a poucos metros da sede da ONG, que desenvolve projetos sociais na comunidade em áreas como educação, cultura e geração de renda, sem contar a distribuição diária de refeições a pessoas em situação de rua ou em vulnerabilidade social. Só em quentinhas, a Misturaí já distribuiu quase 170 mil unidades. A ideia é ampliar os projetos na área sociocultural, o que esbarra na disponibilidade de espaço

"Já fizemos inúmeros pedidos para aproveitar esse espaço, compartilhar essa área. Desde o governo passado estamos enviando ofícios e participando de reuniões. É muito frustrante não ter uma resposta, sendo que fazemos um trabalho que, se pensar bem, é um dever dos governantes", informa Mara Nunes, mais conhecida como Tia Mara, presidenta da Misturaí.

O prédio chamado de Copa tem aproximadamente 200 m², e a ONG tem interesse na utilização de duas salas que totalizam 54 m². O uso dessas salas não interferiria na ocupação atual do outro prédio da Casa de Artes Santa Terezinha, maior e com dois andares.

"Para nós, é importante estarmos dentro da comunidade. Não adianta irmos para outro lugar se é aqui que atuamos dia a dia, oferecendo refeições, apoiando as famílias e discutindo os problemas das pessoas. Quando olhamos para aquele espaço fechado, não tem como não ficar triste, sabendo que poderíamos estar ali fazendo coisas maravilhosa", desabafa Tia Mara.

Atualmente, a ONG aluga salas, uma delas com recursos de um edital que deve se encerrar neste mês, para garantir aulas de música, educação ambiental e de reforço escolar para as mais de 40 crianças atendidas na Vila Planetário. São espaços pequenos, o que impõe dificuldades às atividades, especialmente na pandemia, quando as medidas de distanciamento se tornaram necessárias.

A expectativa das representantes da Misturaí é de que a reunião desta segunda-feira delibere sobre o futuro do Copa e que esse horizonte inclua o reconhecimento do trabalho da ONG e permita o acesso da comunidade, que não dispõe de equipamentos culturais. 


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Editado por: Marcelo Ferreira

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