Eleições 2022

Em ato em SP, Lula inicia campanha defendendo Estado laico e Dilma

Presidente discursou para uma multidão reunida no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista

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Lula discursa durante comício no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo (SP)
Lula discursa durante comício no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo (SP) | Crédito: Pedro Stropasolas / Brasil de Fato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste sábado (20), o Estado laico e pediu que militantes não se envolvam em polêmicas que possam gerar disputas religiosas. “Não aceitem provocação”, disse o petista, que é candidato ao Palácio do Planalto e discursou durante comício no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo (SP).  

Lula disputa com Jair Bolsonaro (PL) o eleitorado evangélico que possui adesão de 49% ao atual presidente contra 32% ao petista em termos de intenção de votos, segundo a última pesquisa Datafolha.

Em uma referência indireta a lideranças evangélicas que têm se somado ao grupo dos apoiadores de Bolsonaro, Lula criticou o engajamento de igrejas na campanha e disse que elas “não têm que ter partido político, porque têm que cuidar da fé e da espiritualidade, não da candidatura de falsos profetas e fariseus”.  

O ex-líder sindical prometeu ainda que “questão religiosa” não entrará em sua agenda política. O discurso está em consonância com a linha traçada pela campanha do PT, que tenta evitar uma guerra religiosa e definiu a agenda econômica como tema central de sua jornada até outubro, especialmente em virtude da crise que assola o país.

Veja trecho do discurso:

Lula discursou neste sábado para uma multidão de cerca de 70 mil pessoas acompanhado de lideranças de diferentes siglas, como PSB, Psol, Avante e Rede, todos apoiadores da campanha, além de um arco de correligionários petistas que foram ao local prestigiar o ex-líder sindical.

Tiveram destaque as presenças do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), vice de Lula na chapa; do ex-prefeito e candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT); da candidata a vice-governadora Lúcia França (PSB); do ex-governador Márcio França (PSB), candidato ao Senado; e ainda de Dilma Rousseff (PT), que foi ovacionada pelo público e se emocionou em cima do palco.

A ex-presidenta ainda ganhou afagos de Lula. "Às vezes a extrema direita condena um dos nossos e nós acreditamos em parte da mentira contada. Inventaram uma mentira contra ela. Imagina o que é uma pedalada da Dilma contra as motociatas que esse genocida faz hoje”, comparou.

Outro momento do comício:

Símbolos nacionais

A estética do ato foi marcada pelo constante aparecimento da bandeira do Brasil, tanto nos telões no palco quanto no meio da multidão, onde uma enorme bandeira nacional foi estendida.

A esquerda tenta atrair o símbolo para si, como forma de combater o sequestro da bandeira nacional pelos setores da direita ultraliberal, associada ao bolsonarismo. O hino nacional também foi cantado logo no início do evento, assim como tem feito o PT em diversas outras ocasiões pelo País.

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Editado por: Vivian Virissimo

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