Eleições 2022

TSE rejeita pedido “absurdo” de Bolsonaro e manda tirar do ar audio de Marcola sobre Lula

Alexandre Mores disse que Marcola não declarou voto no candidato petista

Responsável por suspender Telegram no Brasil, ministro Alexandre de Moraes conduz inquérito sobre fake news no STF | Crédito: Nelson Jr./STF

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, determinou, neste domingo (2), a remoção de publicações das redes sociais em que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) afirma que irá votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições para presidente. 

O ministro informou que “não se constata qualquer declaração de voto de Marcola no candidato Luiz Inácio Lula da Silva”.  

A suposta declaração foi publicada pelos sites O Antagonista, Jornal da Cidade On-Line, a rádio Panamericana S.A., ligada ao grupo Joven Pan, e o site Terra Brasil Notícias e compartilhada por bolsonaristas. 

“Na verdade, os diálogos transcritos, além de se relacionarem a condições carcerárias, apresentam apenas conotação política, pois retratam suposta discussão de Marcola e outros interlocutores a respeito de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Embora o teor dos diálogos revele uma discussão comparativa entre os candidatos, não existe declaração de voto, fato constante no próprio título da notícia”, afirmou o ministro na decisão.  

Moraes também determinou o pagamento de uma multa de R$ 100 mil reais em caso de descumprimento e de R$ 15 mil em caso de novo compartilhamento do conteúdo.

 

Limitar o transporte

 

Já o ministro do TSE Benedito Gonçalves classificou de “absurdo” o pedido da campanha de Bolsonaro de limitar o transporte público neste domingo. A campanha pediu que o TSE revisse e limitasse a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as prefeituras mantivessem o nível normal das frotas funcionando geraria “ônus” para essas administrações.

"O argumento descamba para o absurdo, ao comparar a não cobrança de tarifa para uso de transporte público regular, em caráter geral e impessoal, com a organização de transporte clandestino destinado a grupos de eleitores, mirando o voto como recompensa pela benesse pessoal ofertada", declarou Gonçalves.

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