FUTEBOL MASCULINO

Coluna do Coritiba | Clube dá início à mais desafiadora mudança de sua história

Entenda alguns dos pontos que mais estão causando dívidas entre os torcedores

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Coluna publicada na edição 302 do tabloide Brasil de Fato Paraná | Crédito: Foto: divulgação / coritiba.com.br

Após negociações autorizadas por 95,47% dos sócios, o Coritiba finalizou há poucos dias o modelo contratual de constituição de sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF). A investidora será a Tree Corp, recomendada pela XP – uma das mais conceituadas captadoras de recursos do país – com staff especializado na análise de custos, identificação de riscos e cálculo do aporte necessário a fusões e incorporações. Na próxima quarta-feira (31/5), os associados do clube referendarão, ou não, por voto eletrônico, a “batida de martelo” sobre as condições do negócio que regerá o futuro da mais tradicional das instituições esportivas paranaenses. 

Com o uso dos meios de comunicação de que dispõe (site oficial e redes sociais), o Verdão engendrou um plano de divulgação dos principais termos do instrumento pactual proposto, com vistas a sanar as muitas dúvidas que, inevitavelmente, passaram a povoar as mentes de conselheiros e contribuintes do clube. Verdadeira peregrinação ocorre para a leitura dos termos, na sede do Coritiba. “É uma joint venture no sentido clássico?” “O estádio e o CT foram dados como garantia do negócio?” “Se não atender às expectativas de lucro esperadas por Roberto Justus e seus sócios, o clube pode acabar?” Essas algumas das mais frequentes perguntas que se ouvem e se leem. Cabe elucidar que, ao menos quanto a essas três indagações, a resposta é “um rotundo não” – expressão notabilizada por Leonel Brizola ao se referir a Collor e Silvio Santos em 1989. 

Para cercar-se de salvaguardas que preservem não só o patrimônio imobiliário, mas também o identitário coxa-branca, foi contratada a BMA Advogados, referência em reorganizações societárias que contemplem redação de cláusulas protetivas e assecuratórias de direitos das partes, independentemente da disparidade de poder econômico de cada uma. 

A perenidade do Coritiba quanto a nome, marca e símbolo será respeitada com sacralidade. O aporte financeiro (de R$ 1,1 bilhão ao longo do contrato) terá por pilares a tríade formação-desempenho-estádio. Vale dizer, as prioridades são CT, futebol e a modernização do majestoso estádio do Alto da Glória. 

Editado por: Lucas Botelho
Sindicalizadas/os no SISMUC

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