Esta coluna recorrentemente aborda os avanços do futebol de mulheres brasileiros nos últimos anos. Maior visibilidade, melhores condições, mais patrocínios, melhor estrutura etc. Contudo, o caminho ainda é muito longo e nada é linear e nem automaticamente garantido. É preciso sempre pressionar e lutar. Um exemplo: as transmissões dos jogos do Brasileirão A1 em 2023. Comparativamente com o ano passado, os torcedores tiveram menos acesso às transmissões. O perfil do Twitter @ondepassafutfem fez um levantamento e apontou que 9 jogos ficaram sem transmissão este ano, em 2022, apenas 1. O calendário também apresenta problemas: a rodada decisiva da primeira fase com os jogos às 15h de uma segunda-feira. A mesma rodada foi marcada pelo protesto das jogadoras do Real Ariquemes contra os dois meses de salário atrasados e as condições precárias de trabalho. Elas não entraram em campo contra o Santos. A atleta Gabi Lira falou em entrevista: “O futebol feminino tem direitos e não se pode mais brincar com isso. A nossa luta é, acima de tudo, pela modalidade”. Seguimos na luta, futebol de mulheres não é bagunça!
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