Jornada Nacional

Ato contra violência policial acontece em Brasília nesta quinta (24)

Concentração inicia às 15 horas no Museu Nacional da República

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Em ato contra o genocídio da juventude negra, manifestantes protestam pelas ruas de Madureira contra a morte de cinco jovens por PMs em 2015
Em ato contra o genocídio da juventude negra, manifestantes protestam pelas ruas de Madureira contra a morte de cinco jovens por PMs em 2015 | Crédito: Costa Barros Tomaz Silva/Agência Brasil

“Pelo fim da violência policial e de Estado, nossas crianças e o povo negro querem viver! Chega de Chacinas!”. Esse é o mote da Jornada dos Movimentos Negros Contra a Violência Policial com atos em todo o país nesta quinta-feira (24).

Em Brasília, a manifestação acontece a partir das 15 horas, com concentração no Museu Nacional da República e segue em caminhada até o Ministério da Justiça.

Na convocação, as organização que constroem a Jornada ressaltam que o povo negro quer viver. "A nossa sociedade possui um histórico comum de relatos sobre violência e atitudes abusivas, advindas de membros das diversas organizações responsáveis pela segurança de nosso país. Atitudes que definem e apresentam  como a polícia brasileira se posiciona de forma racista e classista", aponta a convocação.

"Quando não nos matam pela falta de políticas públicas e pela falta de acesso programas sociais, a bala do Estado vem e vitima, essa necropolítica precisa acabar e por essa razão vamos ocupar as ruas", aponta Danielle Sanchez do Coletivo Yaa Asentewaa e da Coalizão Negra por Diretos.

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Para a assistente social e membro da Frente Desencarcera do Distrito Federal, Luiza Carvalho, esses assassinatos precisam ter mais visibilidade e a sociedade precisa se comover com essas vidas interrompidas. "Não estamos num país que tem pena de morte e é inadmissível a quantidade de mortes produzida pela violência policial e pela violência de Estado com armas e munições compradas pelo dinheiro público, financiadas pela própria população, que está sendo vitima dessa violência e sobretudo sem controle algum", destaca.

A mobilização acontece diante do aumento da violência policial contra a população negra no país. Além do Distrito Federal, será realizada em mais 18 estados de todas as regiões do país. 

"A única forma da gente combater isso é se indignando, é parando esse país e levando nossas vozes às ruas, demostrando que a gente não aceita mais", ressalta Luiza Carvalho.

Os atos também pedem justiça por Mãe Bernadete Pacífico, Ialorixá e liderança quilombola do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho-BA, que foi brutalmente assassinada em 17 de agosto de 2023, dentro de sua casa, em frente aos seus netos.

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Ato Pelo Fim da Violência Policial

24 de agosto – quinta-feira

15h – concentração no Museu Nacional da República
16h – saída em caminhada ao Ministério da Justiça
17h – concentração em Frente ao Ministério da Justiça

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Editado por: Flavia Quirino

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