Violência

Vereadora Monica Benício registra queixa-crime no RJ depois de receber ameaças de ‘estupro corretivo’

A ameaça acontece nas vésperas do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto

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A arquiteta e militante dos direitos humanos Mônica Benício participa de conferência sobre os rumos da democracia, em Curitiba.
A arquiteta e militante dos direitos humanos Mônica Benício participa de conferência sobre os rumos da democracia, em Curitiba. | Crédito: Gibran Mendes

A vereadora Monica Benicio (Psol) vai registrar uma queixa-crime na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), nesta terça-feira (22), após receber um e-mail contendo graves ameaças de "estupro corretivo" como forma de "tratamento" para reversão da sua orientação sexual. Monica é lésbica e viúva da ex-vereadora Marielle Franco, assassina em março de 2018.

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A ameaça acontece nas vésperas do Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto. Nas redes sociais, Monica lamentou ter que falar sobre a violência em momento tão próximo da data.

“Eu não queria interromper a programação dos nossos 10 dias de ação sapatão, que estão sendo lindos e revigorantes, por sinal, para dar esse tipo de notícia. Mas em uma sociedade misógina e lesbofóbica, não há trégua. E me recuso a me calar diante da violência”, disse a parlamentar.

Em outro trecho ela diz que não vai aceitar intimidações. “Não cheguei no parlamento sozinha, meu mandato é uma demanda de muitas mulheres e seremos cada vez mais (…) O conteúdo da mensagem é assustador, mas não vamos nos intimidar. Mulheres lésbicas existem, resistem e precisam ter seus direitos e cidadania garantidos. Lutamos pelo direito de amar livremente, em segurança, sem temer por nossas vidas”, afirma Monica.

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Editado por: Mariana Pitasse

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