EDUCAÇÃO POPULAR

EDITORIAL 319. Por outro modelo de educação

As interações sociais, importante aspecto da escolarização, têm dado lugar às telas

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Edital irá premiar projetos para educação antirracistas nas escolas estaduais | Crédito: Joá Souza/GOVBA

Nessa semana, a divulgação assombrosa de estudantes de medicina que realizaram importunação sexual durante um jogo de vôlei feminino chocou as redes sociais. O fato gerou importante debate sobre como os novos profissionais estão sendo formados e a centralidade de uma educação humanizadora e ética, desde o nível básico até o superior.  
Mas o caminho que temos vivenciado na educação está em direção oposta de um modo geral, tomado pelo individualismo e competitividade. No Paraná, por exemplo, o cumprimento de metas e a realização de atividades em plataformas digitais têm sido sinônimo de aprendizagem. As interações sociais, importante aspecto da escolarização, têm dado lugar às telas. E a lógica liberal e empresarial dita o modelo de ensino bem como os currículos no Novo Ensino Médio.
Segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira que essa semana completaria 102 anos, a educação não muda o mundo, mas transforma as pessoas que mudam o mundo. Se essa máxima é verdadeira, precisamos repensar que projeto de educação defendemos e precisamos enquanto sociedade.
Uma educação educação crítica, feminista, antirracista, antiLGBTfóbica, antifascista e antineoliberal, comprometida com os problemas sociais, certamente deve contribuir para que episódios como o citado acima não se repitam.

Editado por: Pedro Carrano
Sindicalizadas/os no SISMUC

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