Pare o genocídio

Comitê pró-Palestina do DF convoca ato pelo cessar-fogo definitivo em Gaza

Mobilização acontece nesta quarta-feira (29), a partir das 17h, em frente ao Museu Nacional da República

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Manifestações são realizadas em Brasília desde 10 de outubro, no início da escalada de violência israelense contra a Palestina | Crédito: Camila Araujo

O Comitê de Solidariedade à Palestina do Distrito Federal divulgou a data de um novo ato pelo cessar-fogo definitivo e fim do genocídio do povo palestino. A manifestação será realizada nesta quarta-feira (29), a partir das 17h, em frente ao Museu Nacional da República. A agenda completa de mobilização do comitê pode ser conferida ao final deste texto. 

“Já faz um mês e meio que o genocídio está acontecendo na Palestina e, embora estejamos numa trégua, essa trégua não vai durar”, comenta Caio Porto, integrante do Comitê e doutorando no departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), em referência a “pausa humanitária” de quatro dias, que entrou em vigor no dia 24 de novembro, em um acordo entre Hamas e Israel mediado pelo Catar, para a troca de prisioneiros. 

O pós-graduando da UnB, que pesquisa a Questão Palestina, lembra ainda que o dia 29 de novembro é uma data que marca “a tragédia que foi a decisão da ONU de dividir o país alheio sem considerar a opinião dos palestinos que ali viviam, em 1947”.

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Nesta data é comemorado o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar o aniversário da Resolução 181, da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 29 de novembro de 1947, a ONU aprovou, sem consulta aos habitantes locais, o Plano de Partilha da Palestina.

“O fato de que a data que relembra eventos de 1947 seja relevante para protestarmos contra eventos de 2023 é importante. Mostra como a história não começou em 7 de outubro. Mostra como os eventos de hoje são, na verdade, a continuação de mais de 75 anos de limpeza étnica, crimes contra a humanidade e injustiças sem fim que sofrem os palestinos”, acrescenta Caio.

A violenta resposta israelense ao território palestino, alvo de bombardeios incessantes e de uma ofensiva terrestre desde 27 de outubro, a um ataque do Hamas no 7 de outubro, já deixou 14.854 mortos palestinos, incluindo 6.150 crianças, segundo o Ministério da Saúde em Gaza. Além disso, a Defesa Civil de Gaza calcula que 7 mil pessoas estão desaparecidas.

No âmbito da “pausa humanitária”, o Hamas libertou neste domingo (26) 17 reféns que estavam sob sua custódia, dos quais 13 são israelenses, três são tailandeses e um é russo. Israel, por sua vez, libertou 39 prisioneiros palestinos. 

Apesar de 248 caminhões com suprimentos terem entrado em Gaza desde sexta-feira, quando a pausa entrou em vigor, a situação humanitária continua “perigosa” e as necessidades dos palestinos, “sem precedentes”, segundo a UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos.

Comitê e agenda

Composto por cerca de 30 entidades, entre partidos políticos e movimentos sociais, o Comitê de Solidariedade à Palestina foi criado em 13 de outubro em uma reunião no Sindicato dos Bancários. 

Segundo Sayid Tenório, vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), o Comitê é um instrumento de mobilização de forças e pessoas “que querem justiça, direitos e reparação para os palestinos, bem como um cessar-fogo que abra caminhos humanitários para o atendimento das vítimas civis em Gaza”.

Veja abaixo as próximas atividades públicas do Comitê:

29/11 – 17h – Ato no Museu Nacional

01/12 – 16h – Ato na Embaixada dos EUA

10/12 – 10h – Ato no Eixão: 108 Asa Sul

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Editado por: Márcia Silva

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