parem de nos matar!

Levante Feminista convoca ato contra feminicídios no DF para esta quinta (28)

Só em 2023, 34 mulheres foram assassinadas no Distrito Federal

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Foram 2.423 casos registrados em 2022, sendo 495 deles de assassinatos | Crédito: Thamy Frisselli

O Levante Feminista contra o Feminicídio realiza um ato e panfletagem, nesta quinta-feira (28), a partir das 17 horas, na Rodoviária do Plano Piloto, contra a falta de segurança para as mulheres no Distrito Federal.

Em menos de 24 horas, entre os dias 25 e 26 de dezembro, foram registrados dois feminicídios no DF, o que elevou o número para 34 assassinatos de mulheres em 2023. O número de mortes de mulheres, em razão de gênero, supera 2019, quando foram registrados 28 feminicídios. Em 2022, foram 18 casos.

Para a militante do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Rita Andrade, os casos de feminicídios no DF são resultados de uma sociedade que nos últimos anos foi impregnada de ódio contra as mulheres, com machismo, misoginia e sexismo empoderados. "E também uma sociedade que está muito mais armada e que vem produzindo esse terror contra as mulheres", analisou.

Ainda na avaliação de Rita Andrade, o Distrito Federal está virando um lugar perigoso para as mulheres: "Não podemos permitir que isso avance, a gente não pode permitir que mais mulheres continuem sendo mortas pelo simples fato de serem mulheres, por dizerem não a violência, por dizer não a uma situação que não lhe cabe mais. É fundamental que o Estado encare esse problema como um problema social, e não como um problema individual, que está apenas dentro de casa, mas que tome providências imediatas para prevenir, antes de mais nada, que mais mulheres sejam mortas".

:: Mulheres negras e periféricas são as principais vítimas de feminicídio no DF ::

O ato será realizado no semáforo entre o Conic o Shopping Conjunto Nacional. Haverá entrega de panfletos com informações sobre a prevenção e com contatos da rede de apoio para atendimento às mulheres vítimas de violência.

"Será um ato de panfletagem, de conscientização, de diálogo com outras mulheres na rua. O ato reúne mulheres de coletivos, entidades, grupos, sindicatos, partidos e o que a gente pede é: parem de nos matar. Quem mata uma mulher mata uma humanidade. Precisamos das mulheres vivas, vivas e felizes", destacou Renata Parreira, coordenadora do Coletivo Candaces no DF e Entorno.

Dados

Dados disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal apontam que até outubro deste ano foram registrados 30 feminicídios e 64 tentativas de feminicídios.

O Painel Interativo de Feminicídios do Governo do Distrito Federal, ferramenta que apresenta infográficos sobre as mortes de mulheres no DF, tem os números consolidados de 2015 a 2023 (com última atualização em 23 de novembro) e mostra que no total 175 mulheres perderam a vida neste período.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Distrito Federal ocupa o 7º lugar em casos de feminicídios no país. "Faz três anos que o DF está no ranking negativo de ser um dos estados no Brasil com a violência proporcional à população e os feminicídios crescendo. Faz três anos que a gente reclama da ausência de políticas para as mulheres, para defesa das mulheres, e não tem uma movimentação significativa do governo Ibaneis para isso", observa a secretária de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores no DF, Thaisa Magalhães.

Editado por: Flavia Quirino

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