Com dois sobrenomes tradicionais na política paranaense, Eduardo, ou, Eduardo Pimentel Slaviero, é com certeza um filho nato da elite política e oligárquica do Paraná.
O jovem político de apenas 39 anos é neto do empresário da comunicação e ex-governador Paulo Pimentel, e membro da poderosa família Slaviero, dona de uma rede de hotéis.
O político, filiado ao PSD, partido do atual governador, tenta ser prefeito de Curitiba sucedendo o atual, Rafael Greca, que está de saída após dois mandatos. Apesar de badalado nas searas da políticas tradicional paranaense e no setor empresarial, Pimentel não decolou nas pesquisas e busca aumentar sua popularidade sobretudo, nas camadas populares da cidade, já que no momento, está atrás conforme apontando nas últimas pesquisas de Ney Leprevost e Luciano Ducci.
Apesar de não ter uma pré-campanha que empolgue até o momento, Pimentel terá ao seu dispor uma poderosa máquina política e de comunicação, a partir das duas esferas do Estado – municipal e estadual. Com passagens pela administração da Rede Massa, o atual vice prefeito terá uma bela ajuda das agências de publicidade ligadas ao atual governo, e também, da imprensa tradicional.
Na semana anterior, o vice prefeito visitou as principais rádios de Curitiba onde falou sobre a atual gestão Greca. Sem perguntas embaraçosas na maioria das ocasiões, Pimentel surfou tranquilo durante as entrevistas nos veículos em que visitou. Os programas foram dos mais variados possíveis, incluindo um programa de esportes de grande audiência no rádio, comandado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Fachinello, a rádios musicais.
O esforço de Pimentel envolve ainda tentativa de dialogar com uma base popular, ainda que institucional, tentando comparecer a eventos do Ceasa que envolvam comunidades. E tenta pontes com associações de moradores institucionalizadas, por meio da Femoclan. No entanto, se a pauta de mediação das áreas da campanha Despejo Zero seguir sendo ignorada, a tendência é Pimentel ter rechaço nos bairros da periferia e áreas de ocupação. Até porque o trabalho das administrações regionais é bastante criticado por várias associações de moradores independentes, pela tentativa de cooptação em períodos eleitorais.
No fundo, a batalha é contra o tempo, já que, ao não engrenar, Pimentel enfrenta certa desconfiança dentro do seu grupo político, que apesar de apostar o capital político nele, olha para outras opções.
Greca, apesar de se esforçar em demonstrar apoio ao pupilo, sofre de certa ciumeira política como afirmado por uma fonte ligada ao PSD-PR ao BDF PR. “Greca sofre de certa dor de cotovelo com o Pimentel dentro da prefeitura”, afirmou o dirigente que pediu para não ser identificado.
Greca analisa as movimentações com a destreza de um político “raiz” criado no Paraná. Apesar do movimento público de apoio a Pimentel, o alcaide olha com bons olhos até mesmo a candidatura de Luciano Ducci, e não dispensa uma conversa com Ney Leprevost, com o qual teve fortes desavenças nas eleições de 2016.
Pimentel sabe disso, e corre contra o tempo para não ser carta descartável no baralho político comandando pela Família Massa no estado e chancelado por Greca em Curitiba.
O jovem político quer entrar em campo, mas, antes mesmo de convencer a torcida, precisará convencer plenamente a diretoria para garantir que terá o time aos seus pés em outubro.
Eduardo Pimentel Slaviero ao lado do prefeito Rafael Greca e do ex-governador Beto Richa / Pedro Ribas/SMCS