PESSIMISMO

Pesquisa mostra que 70% dos argentinos não sabem mais o que cortar para chegar ao fim do mês

Maioria no país acha que situação econômica vai piorar sob comando de Javier Milei

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Manifestação em Buenos Aires contra as medidas de austeridade de Milei, em 23 de fevereiro | Crédito: AFP

A pesquisa A economia na era de Milei, indica que 70% das pessoas consultadas “afirmam não saber o que mais ajustar para chegar ao fim do mês", enquanto “53% têm medo de perder o emprego”. 

A pesquisa feita pela Zuban, Córdoba e Associados, realizada entre 7 e 9 de março, ouviu a opinião de cerca de 1, 5mil pessoas com mais de 16 anos, com margem de erro de 2,53% para mais ou menos e um nível de confiança de 95%. 

Dentre os entrevistados, 58% acreditam que “tanto a situação do país” quanto a pessoal “vão piorar nos próximos meses, um pessimismo que, embora já estivesse em altos níveis no ano passado, agora se aprofundou a níveis alarmantes”, diz o relatório. 

A consultoria apontou que “as saídas para comer fora, com o cinema e os shows, aparecem como as primeiras despesas que as pessoas começaram a cortar nos últimos meses. O lazer e a recreação são os primeiros a sofrerem uma crise econômica”. 

Além disso, segundo a amostra, a maioria dos governadores, “que eram até agora o alvo escolhido” de  Milei nos confrontos políticos, “têm nas suas províncias uma imagem mais positiva do que a do presidente”. Por isso seus habitantes esperam dos governadores oposição se o Executivo nacional “tentar cortar” recursos locais. 

O consumo pessoal dos argentinos registra uma queda desde que Javier Milei tornou-se presidente da nação, a tal ponto que 69,8% dos 1.5 mil entrevistados pela consultoria Zuban Córdoba y Asociados afirma que “está pior” economicamente desde que o libertário assumiu em 10 de dezembro no ano passado. 

A pesquisa mapeia decisões de consumo pessoal, como deixar de comer fora (26%), ir ao cinema ou a shows (17,4%), comprar roupas novas (11,1%), economizar (11%) e pedir comida por delivery (9,7%), entre outras. 

Por outro lado, o relatório expõe que as pessoas entrevistadas afirmam gastar mais do que antes em serviços como internet e energia (70,3%); em transporte, 65,7%; comida diária, 60,3%; assinaturas, 45,2%; medicina pré-paga, 43,2%. 

Entre os entrevistados que votaram em Milei, 58,5% disseram pagar mais em serviços; 49,1% em transporte; 46,4% em comida diária; 35,7% em assinaturas; e 31,2% em medicina pré-paga. 

A pesquisa ouviu ainda a opinião dos argentinos sobre o fechamento da agência estatal de notícias do país.

Conteúdo originalmente publicado em: Somos Télam

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