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Maduro diz que ‘sionismo, o novo fascismo’ chegou ao poder na Argentina

A fala foi uma resposta ao presidente argentino, Javier Milei, que pediu mais sanções contra os venezuelanos

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Maduro perguntou quantos países fariam parte da articulação de Milei para pedir mais sanções contra a Venezuela | Crédito: Prensa Presidencial

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (4) que o chefe de Estado da Argentina, Javier Milei, representa o “sionismo, o novo fascismo”. A fala foi resposta às declarações do argentino pedindo mais sanções contra os venezuelanos.

Em entrevista ao canal CNN, Javier Milei havia dito que encabeçaria uma articulação contra a Venezuela para que as sanções contra o país aumentassem. Ele também chamou Maduro de “ditador”. O presidente da Venezuela respondeu durante o programa Maduro Podcast, gravado no estádio Monumental de Caracas. 

O venezuelano perguntou quantos países fariam parte da articulação de Milei e disse: “olhe no espelho de [Jair] Bolsonaro. Olhe no espelho de [Mauricio] Macri”. Tanto o ex-presidente do Brasil como o ex-presidente argentino tinham uma postura crítica ao governo de Maduro e retiraram embaixadores de Caracas e mantiveram uma relação distante com a Venezuela

Maduro ainda disse acreditar que o ex-jogador argentino Diego Armando Maradona havia sido assassinado em uma operação “para acabar com símbolos rebeldes da Argentina”. 

A relação entre Venezuela e Argentina piorou desde o envio do avião da estatal venezuelana Emtrasur aos Estados Unidos. A aeronave estava retida desde junho de 2022 em Buenos Aires por uma cooperação judicial entre Argentina e Estados Unidos. Cerca de 2 meses depois da posse de Javier Milei, o avião foi confiscado pelos EUA e enviado para a Florida. O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse que o avião havia sido “roubado”.  

Em resposta, o governo da Venezuela fechou o espaço aéreo para aviões argentinos até que a Venezuela seja “recompensada” pelos danos. A medida levou a uma tensão diplomática ainda maior entre os países. O governo argentino disse que entraria com uma reclamação formal na Organização das Nações Unidas (ONU). O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, rebateu chamando o governo argentino de “neo nazista” e “submisso aos interesses” dos Estados Unidos.

Os dois países ainda tiveram que negociar uma outra questão envolvendo a embaixada argentina em Caracas. No final de março, o Ministério Público da Venezuela emitiu mandados de prisão contra sete pessoas por planos de desestabilização do processo eleitoral. Seis deles foram para a embaixada da Argentina na capital venezuelana para evitar a detenção. Buenos Aires e Caracas chegaram a um acordo de que essas pessoas poderão deixar o país.

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