LDO 2025

Lula sanciona Orçamento prevendo déficit zero e travas para emendas

Presidente vetou 35 pontos da Lei Orçamentária, incluindo ponto que 'blindavam' despesas indicadas pelo Congresso

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As emendas parlamentares são uma forma de deputados e senadores participarem do orçamento público indicando projetos e ações de alocação de parte do recurso | Crédito: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. O Orçamento prevê que o governo busque igualar receitas e despesas no ano que vem – o chamado déficit zero. Foram feitos ainda 35 vetos presidenciais, incluindo trechos que previam a ampliação do Fundo Partidário e proibiam o congelamento de emendas parlamentares.

As decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino foram citadas como justificativa em vetos sobre o pagamento de emendas.

Já a justificativa para o veto ao aumento do Fundo Partidário foi que a proposta não condiz com o regime fiscal sustentável, que controla o crescimento anual das despesas com base na inflação e no crescimento da receita no período anterior.

O governo, aliás, disse que a sanção do Orçamento “reafirma o compromisso com a responsabilidade fiscal e a estabilidade econômica, consideradas essenciais para o crescimento sustentável e a garantia de políticas públicas prioritárias”.

“A nova legislação pretende modernizar a gestão orçamentária, ao apontar maior previsibilidade e alinhamento entre metas fiscais e necessidades do orçamento público”, acrescentou o Palácio do Planalto, em nota publicada.

O Orçamento dá uma margem de até R$ 30,97 bilhões para o cumprimento da meta fiscal, para cima ou para baixo. Além disso, fixa meta de déficit primário de R$ 6,21 bilhões para o Programa de Dispêndios Globais, o trecho da peça orçamentária referente às estatais federais não dependentes de recursos públicos, como a Petrobras.

Também estão nos Dispêndios Globais despesas relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), limitadas a R$ 5 bilhões.

O projeto da LDO foi aprovado no Congresso Nacional no último dia 18. Os vetos do presidente serão analisados a partir de fevereiro.

Editado por: Nathallia Fonseca

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