Mobilização

Movimento feminista internacional tem atividades em solidariedade às mulheres saarauí  

Marcha Mundial das Mulheres exige reconhecimento da luta pela autodeterminação da República Árabe Saarauí Democrática, mais conhecida como Saara Ocidental

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Delegadas saarauis na fila para participar do 16º Congresso da Frente Polisário, realizado em janeiro de 2023, na Argélia | Crédito: Michele de Mello / Brasil de Fato

No próximo dia 18, quando é celebrado o Dia de Solidariedade Internacional às Mulheres Saarauí, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) fará atividades exigindo o reconhecimento da luta pela autodeterminação da República Árabe Saarauí Democrática, mais conhecida como Saara Ocidental.

A região é ocupada pelo Marrocos desde a década de 1970 e está em processo de luta pela independência. “Embora tenham de viver em condições extremamente difíceis, as mulheres saarauís estão lutando pela independência e pelo direito de autodeterminação do povo saarauí, por um lado, e por outro, já estão formando a sociedade democrática do futuro”, diz a MMM em nota.

Entre as atividades está um encontro online com mulheres brasileiras e saarauís e a entrega de uma carta ao governo brasileiro para que se reconheça a autodeterminação da República Árabe Saarauí Democrática.

Ao longo do mês, a MMM também está com uma chamada aberta para recebimento de cartazes feministas sobre o tema. Os materiais submetidos serão exibidos durante a abertura da 6ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, em 8 de março, em Tindouf, no Saara Ocidental, que contará com marchas e ações simultâneas em todo o mundo.

Os cartazes devem ter o tamanho padrão A3 e resolução mínima de 300 dpi (pontos por polegada, em tradução livre do inglês) e devem ser enviados em formato JPG ou PNG por meio deste formulário. O prazo final para o envio é 25 de fevereiro de 2025.

A 6ª Ação Internacional da MMM será um momento de mobilização e articulação global em nível local, regional e internacional. “É um momento de tornar públicas e visíveis as alternativas feministas, reunindo mulheres para compartilhar ideias, debater alternativas e construir um feminismo internacionalista popular”, diz o MMM.

Editado por: Thalita Pires

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