GENOCÍDO

Hamas pede pressão internacional sobre Israel para garantir próxima fase do cessar-fogo

Faltando poucas horas para o término da primeira fase da trégua, o mediador Egito disse na quinta-feira que delegações israelenses, do Catar e dos EUA estavam na capital Cairo para conversas “intensivas”

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Palestinos retornam a cenário devastado por Irael na faixa de Gaza após acordo de cessar-fogo | Crédito: Omar Al-Qattaa/AFP

O grupo militante palestino Hamas pediu, nesta sexta-feira (28), pressão internacional sobre Israel para que entre na próxima fase de um cessar-fogo que, em grande parte, interrompeu o massacre em Gaza, enquanto as negociações eram retomadas no Cairo.

O Hamas disse em um comunicado que “com o fim da primeira fase do cessar-fogo”, o grupo “afirma seu total compromisso de implementar todas as disposições do acordo em todas as suas etapas e detalhes”. “Apelamos à comunidade internacional para que pressione a ocupação sionista (Israel) a… entrar imediatamente na segunda fase do acordo, sem qualquer demora”, disse.

Faltando poucas horas para o término da primeira fase da trégua, o mediador Egito disse na quinta-feira que delegações israelenses, do Catar e dos EUA estavam na capital, Cairo, para conversas “intensivas” sobre uma segunda fase que deveria trazer um fim permanente à guerra.

Em Israel, um dia depois que os militares reconheceram seu “fracasso total” em impedir o ataque do Hamas em 2023, que desencadeou o genocídio, os enlutados se reuniram para o funeral de Tsachi Idan, um refém cujos restos mortais foram devolvidos de Gaza.

Na quinta-feira (27), o Hamas entregar os restos mortais de Idan e de três outros prisioneiros sob a trégua, em troca de mais de 600 de palestinos presos por Israel, entre eles um homem que permaneceu detido durante 45 anos. O cessar-fogo foi alcançado após meses de árduas negociações com os israelenses.

O massacre promovido por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 resultaram na morte de mais de 48 mil pessoas em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território administrado pelo Hamas, números considerados confiáveis pela ONU. O massacre da população palestina pelas forças armadas de Israel é considerado um genocídio por mais de 50 países que apoiam a ação da África do Sul contra o governo de Benjamin Netanyahu na Corte Internacional de Justiça.

*Com AFP

Editado por: Leandro Melito

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