O mês de jejum muçulmano do Ramadã começará neste sábado (1º) na Arábia Saudita, lar de dois dos locais mais sagrados do islã, assim como em outros Estados do Golfo, anunciaram autoridades desses países nesta sexta-feira (28).
“A Suprema Corte Saudita decidiu que amanhã, sábado, 1º de março, será o primeiro dia do mês do Ramadã”, informou a agência de notícias oficial saudita SPA.
O início do Ramadã é determinado pelo aparecimento da lua crescente, já que o calendário muçulmano é lunar. Tradicionalmente, muitos países muçulmanos seguem a data indicada pelas autoridades religiosas sauditas.
Entre os países do Golfo, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã também anunciaram que o Ramadã começará no sábado. Durante o Ramadã, um dos cinco pilares do islã, os fiéis devem se abster de beber, comer, fumar e ter relações sexuais do nascer ao pôr do sol.
Os muçulmanos também são incentivados a dar esmolas aos pobres, algo conhecido como zakat al Fitr. O Ramadã, que dura cerca de um mês, termina com o Eid al-Fitr, o “festival de ruptura do jejum”.
Apelo da ONU
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, emitiu um apelo na quinta-feira (27) por compaixão, empatia e generosidade, pedindo às pessoas em todos os lugares que abracem sua humanidade comum e trabalhem por um mundo mais justo e pacífico.
“Neste Mês Sagrado, vamos todos ser elevados por esses valores e abraçar nossa humanidade comum para construir um mundo mais justo e pacífico para todos”, disse ele em uma mensagem.
Ele também estendeu uma mensagem especial de apoio àqueles que estão passando por dificuldades, deslocamento e violência.
“Estou com todos aqueles que estão sofrendo. De Gaza e da região mais ampla, ao Sudão, ao Sahel e além”, disse ele, juntando-se aos que observam o Ramadã no apelo por paz e respeito mútuo.
Guterres também participará de uma refeição Iftar com refugiados e membros da comunidade anfitriã de Bangladesh, reconhecendo a generosidade de Bangladesh em abrigar quase um milhão de Rohingya que fugiram da perseguição e da violência em Mianmar.
Durante sua visita, ele também visitará a capital, Dhaka, onde se encontrará com o Conselheiro Chefe do governo interino, Professor Muhammed Yunus, bem como jovens representantes da sociedade civil.
O Secretário-Geral fez das visitas de solidariedade uma tradição anual, começando durante sua gestão de uma década como Alto Comissário da ONU para Refugiados, quando ele observava regularmente o Ramadã ao lado de comunidades deslocadas e marginalizadas.
“Todo Ramadã, eu realizo uma visita de solidariedade e jejuo com uma comunidade muçulmana ao redor do globo. Essas missões lembram ao mundo a verdadeira face do Islã”, disse Guterres em sua mensagem.
“O Ramadã incorpora os valores de compaixão, empatia e generosidade. É uma oportunidade de se reconectar com a família e a comunidade… E eu sempre saio ainda mais inspirado pela notável sensação de paz que preenche esta temporada”, acrescentou.
*Com UN News e AFP