ANTIRRACISMO

Vereadores de Curitiba aprovam moção em repúdio ao racismo no esporte

Proposta da vereadora Giorgia Prates (PT) foi aprovada em votação simbólica

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A Câmara Municipal de Curitiba aprovou uma moção de repúdio ao racismo no esporte. A proposta da vereadora Giorgia Prates (PT) teve votação simbólica e foi aceita por unanimidade. Essa moção ocorreu após novos episódios de racismo. Desta vez, contra o atleta Luighi, do Palmeiras, durante jogo da Libertadores Sub20, no Paraguai, no dia 6 de março.

Segundo Prates, depois de algum tempo, ela conseguiu votar na Câmara de Vereadores a proposta de apoio ao jogador Luighi do Palmeiras, que sofreu racismo durante partida pelo campeonato Conmebol Libertadores.

“Na ocasião, o jogador ainda precisou provocar a imprensa, que a princípio ignorou o crime ocorrido em campo e pretendia entrevistar o jogador apenas sobre o resultado da partida”, relembra a parlamentar.

Para a vereadora, “não dá mais pra combater o racismo só no discurso. É preciso que esse embate seja ação, ação contínua e coletiva”, comentou. No Paraná, em jogo entre Coritiba contra Athletico Paranaense, também houve um episódio de racismo que está sendo apurado pela polícia.

Vereadora Giorgia Prates quer medidas efetivas de combate ao racismo. Foto: Jean Lucredi / CMC | Crédito: Foto: Jean Lucredi / CMC

Racismo no cenário sul-americano

Ao ser vítima de racismo no Paraguai, o jogador Luighi, do Palmeiras, desabafou. “Dói na alma. E é a mesma dor que todos os pretos sentiram ao longo da história, porque as coisas evoluem, mas nunca são 100% resolvidas. O episódio de hoje deixa cicatrizes e precisa ser encarado como é de fato: crime”.

Posteriormente, em evento do sorteio dos grupos da Libertadores, ao ser perguntado sobre a possibilidade de clubes brasileiros deixarem a Conmebol e ingressarem na Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), como sugeriu a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, o mandatário Alejandro Dominguez disparou: “Impossível. É como separar Tarzan de Chita”. A declaração repercutiu mal porque Chita é um macaco.

CBF cobra punição

Na rodada inaugural do Brasileirão, a CBF reforçou campanha de combate ao racismo. No jogo inicial, atletas do Palmeiras e do Botafogo ergueram os punhos em alusão à campanha.

Na segunda-feira (31), após mais um episódio de racismo, agora no jogo entre Internacional e Sport, a CBF se manifestou. “O combate ao racismo é uma das prioridades da CBF, a primeira confederação a implementar punição desportiva em seu Regulamento Geral de Competições para casos de preconceito”, disse a entidade, que pediu também punição preventiva ao clube gaúcho, caso seja confirmada a agressão racista.

Editado por: Ana Carolina Caldas
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