Em meio ao aniversário de 61 anos desde o golpe militar no Brasil, movimentos populares ocuparam, na terça-feira (1º), a sede do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), um dos principais órgãos de repressão durante a ditadura na capital mineira.
A mobilização aconteceu em virtude da luta contra a anistia aos golpistas de 8 de janeiro e para reivindicar a criação do Museu dos Direitos Humanos e Memória das Vítimas da Ditadura Militar. Os militantes denunciaram, no entanto, que a Política Militar tentou impedir a manifestação no local.
Os movimentos pedem também a destinação de recursos para conclusão das obras; a inclusão na gestão do espaço até a abertura definitiva do memorial; a punição dos torturadores de “ontem e hoje”; e a prisão imediata dos golpistas do 8 de janeiro.
“Por memória, verdade, justiça e reparação! Aos mortos da ditadura nenhum minuto de silêncio, toda uma vida de luta”, disse um comunicado de chamada para o ato do Partido Comunista Revolucionário (PCR).
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A deputada estadual Bella Gonçalves (Psol), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), esteve na ocupação, na manhã desta quarta-feira (2), e reforçou sua preocupação com a causa.
“A memória da ditadura precisa ser contada. Precisamos recuperar a história dos que lutaram contra a barbárie e garantir que não mais aconteça”, reafirmou a parlamentar, por meio de suas redes sociais.
Os pedidos foram direcionados, em especial, à gestão de Romeu Zema (Novo), que já foi denunciado, em 2024, a partir de um relatório do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de MG (Conedh), por não pagar indenização às vítimas de tortura praticada por agente do Estado.