Mais do que publicizar as ações de sucesso, o governo federal precisa ampliar o diálogo com as bases e dar respostas mais rápidas para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é de Isabela Kalil, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), entrevistada nesta quinta-feira (3) no programa Conexão BdF 2ª edição.
“Comunicação, a rigor, é você também ouvir essas bases, ouvir essas demandas populares e dialogar com elas. Então, acho que uma medida que chama comunicação ser apenas de você publicizar e fazer propaganda sem receber esse retorno, ela tem uma série de problemas”, diz.
Em pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) Lula aparece com aprovação de 41%, a menor deste terceiro mandato.
Pesquisadora de estratégias de desinformação nas redes sociais, Kalil ressalta que as críticas ao governo petista não ficam restritas à oposição.
“São mais críticas à direita, mas também tem críticas à esquerda, ou seja, de uma expectativa de que o governo fizesse uma entrega mais próxima daquilo que é a história do Partido dos Trabalhadores”, diz.
A pesquisadora cita como exemplo o debate pelo fim da escala 6×1, que teve ampla repercussão nas redes sociais. “E a gente teve uma situação em que o governo basicamente perdeu a oportunidade de se aliar a isso e de dar uma resposta e de se posicionar nesse campo”, observa.
Na conversa, Kalil falou sobre a rejeição de Lula e as projeções para as eleições presidenciais de 2026. “As motivações para rejeição ou até para mobilização nas ruas são um termômetro importante para a gente entender e fazer um exercício de futurologia sobre o voto 2026. Mas elas não são determinantes”, pondera.
Confira a entrevista completa:
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