O Camp – Escola do Bem Viver, realizou na última segunda-feira (31) a 1ª Roda de Diálogos do seu Programa de Formação continuada de Lideranças.
Segundo a coordenadora do Camp, Daniela Tolfo, o encontro foi para mapear os desafios metodológicos no atual contexto de profundas alterações no mundo do trabalho, na identidade e consciência de classe do povo brasileiro e dos impactos da revolução tecnológica. “Reunimos um grupo de militantes, educadoras, acadêmicas, que são parceiros do Camp ao longo dos seus 42 anos de trajetória na defesa e promoção dos direitos.”

Tolfo explica que o programa será desenvolvido ao longo de 2025 com atividades virtuais e presenciais, envolvendo integrantes de movimentos, organizações, empreendimentos solidários com foco na juventude e mulheres, especialmente as negras.
“A avaliação do Camp é que a educação popular, como metodologia de conscientização e organização de grupos de periferia no Brasil, enfrenta diversos desafios, especialmente, o enfraquecimento da ideia de um Projeto de Brasil Democrático e Popular. Isso, num contexto de crescente presença das redes sociais, das falsas igrejas e da consolidação do crime organizado (milícias) no cotidiano da vida do nosso povo”, salienta.
Conforme a coordenadora, ao iniciar o Programa de Formação Continuada da Escola do Bem Viver, o Camp se pergunta sobre como atualizar suas práticas educativas para enfrentar estes desafios, renovar as utopias e conquistar novos corações e mentes para um projeto humanista, democrático e sustentável de sociedade.
Atualmente, a entidade acompanha dezenas de grupos de periferias, na sua maioria formado por mulheres e vinculados a processos produtivos da economia popular e solidária e sente falta de que, estes processos educativos, resultem em lideranças comunitárias, com consciência de seu lugar na divisão de classes, comprometidas e engajadas com a transformação social.
