Nesta sexta-feira (4), em evento marcou a entrada do coletivo político Florescer no Partido dos Trabalhadores (PT). O grupo liderado pela deputada estadual Dani Portela integrava o Psol e, semanas após a disputa eleitoral de 2024, divulgou uma carta de desfiliação coletiva. A deputada participou da atividade nesta sexta, mas para não correr riscos de perder o mandato (que pertence ao partido), ela só pode trocar de sigla na janela partidária do início de 2026.
O evento na tarde desta sexta contou com as presenças de dirigentes locais e nomes históricos do partido. Na mesa da atividade estiveram o sociólogo e professor Emir Sader; a senadora Teresa Leitão; o deputado federal Carlos Veras; a vereadora do Recife Kari Santos; o presidente municipal do PT, Cirilo Mota; e a dirigente partidária Vivian Farias. O encontro foi no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Pernambuco (Sindsep). A militante Luiza Carolina (ex-Psol e agora no PT) também compôs a mesa.
Carolina avaliou que o cenário político nacional e internacional apontou para o coletivo Florescer o caminho de migrar para o PT. “Vimos a necessidade de nos juntarmos ao maior partido político de esquerda na América Latina. Somos um grupo volumoso, à disposição e com experiência”, afirmou a militante, citando as vivências noutros partidos do campo progressista e em outras organizações que atuam em defesa da classe trabalhadora. Em 2024 a deputada Dani Portela (Psol) recebeu 35,1 mil votos (3,8%) e ficou em 3º lugar na disputa pela Prefeitura do Recife.
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A senadora Teresa Leitão (PT) valorizou a chegada do grupo. “Vem num momento crucial para o PT. Vocês chegam com força e recebê-los é renovar”, disse a petista. Durante a análise de conjuntura, Emir Sader citou o desafio de atrair a juventude, saber se comunicar melhor nos meios digitais e de outras tarefas dos partidos de esquerda para 2026. “É fundamental a reeleição de Lula e a construção de um Congresso com maioria progressista. Hoje, no Brasil, ou é o PT ou a volta dos golpistas”.
