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No RS do South Summit, trabalhadores da TI lutam por 40h

Trabalhadores da tecnologia da informação do setor privado têm uma exaustiva jornada de 44h semanais

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Divulgação

*Conteúdo patrocinado, publicado em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados no Rio Grande do Sul (Sindppd/RS).

No RS, onde acontece o maior evento global de tecnologia e inovação da América Latina, os trabalhadores da tecnologia da informação do setor privado têm uma exaustiva jornada de trabalho de 44h semanais. Tecnologia e inovação para beneficiar quem?

O Rio Grande do Sul sedia, pela 4ª vez, o South Summit, evento internacional de tecnologia, inovação e negócios. É um evento realizado com muita verba pública do governo do Estado e da prefeitura de Porto Alegre (RS), rendendo lucro para as empresas, desde startups a gigantes da tecnologia. Mas por trás de tudo está o trabalho de milhares de pessoas trabalhadoras da TI – as mesmas que, no RS, ainda enfrentam uma exaustiva jornada de trabalho de 44h semanais no setor privado. 

Faz 15 anos que o Sindppd/RS, sindicato dos trabalhadores da categoria, busca a redução da jornada de trabalho junto ao SEPRORGS (sindicato das empresas de TI) sem diminuir os salários, mas só recebemos negativas. O argumento é de que as empresas irão “quebrar”. No entanto, a jornada de 40h semanais já é realidade na TI de SP, PE, RJ, PR e MG, e não tivemos notícias de que o setor, nesses estados, tenha registrado prejuízo em decorrência da redução. 

Também, há anos, o sindicato dos empresários se nega a repassar aumento real significativo aos salários dos trabalhadores. Os rendimentos da categoria desvalorizam a cada ano e não garantem o poder de compra real das famílias trabalhadoras. Na última campanha salarial, a categoria teve reajuste salarial de 4,8%, enquanto a gasolina, gás de cozinha, energia elétrica, moradia e creche dos filhos aumentaram mais, conforme pesquisa do Dieese para a data-base 1º de novembro/2024.  

O discurso de modernidade dos empresários só vale para eles. Não repassam ganhos econômicos aos trabalhadores, negam a redução da jornada para 40h semanais, querem retirar direitos que já constam na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), aumentam o banco de horas e não aceitam implementar o programa de PLR na CCT, a fim de não dividir um pouco do lucro das empresas com as pessoas trabalhadoras, que produzem a tecnologia e a inovação vendidas por elas.  

Também implementam a pejotização no setor, contratando os trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ), em vez de contratar como empregados CLT. É uma das “inovações” trazidas por startups e empresas de TI, que cobram deveres de CLT dos seus trabalhadores, mas se isentam de repassar direitos e pagar verbas trabalhistas e previdenciárias, gerando ainda mais lucro aos empresários.  

A tecnologia e a inovação são produzidas pelos trabalhadores para beneficiar a população!

Somos mais de 40 mil pessoas trabalhadoras na TI do RS. Exigimos 40h semanais e melhores salários e condições de trabalho.

Editado por: Katia Marko

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