Militares envolvidos

Grupo de extermínio formado por militares vendia espionagem sobre autoridades do STF e Senado, diz PF

Equipe é autodenominada 'Comando C4', sigla para 'Comando de caça a comunistas, corruptos e criminosos'

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Polícia Federal
Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (30) o suspeito de ter matado um funcionário do Ibama | Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (28) a 7ª Fase da Operação Sisamnes contra um grupo de espionagem e extermínio formado por civis, militares da ativa e da reserva. 

Autodenominado “Comando C4”, sigla para “Comando de caça a comunistas, corruptos e criminosos”, a quadrilha tinha autoridades do Judiciário e Legislativo como alguns de seus alvos de interesse. Entre eles, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, a operação cumpriu cinco mandados de prisão. O ponto de partida do inquérito foi o assassinato do advogado Roberto Zampieri no Mato Grosso, em 2023. 

No celular de Zampieri foram encontradas negociações de venda de sentenças judiciais com menções a juízes de diferentes tribunais do país, incluindo gabinetes de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Segundo a PF, o grupo fazia uso de drones e prostitutos como estratégia de espionagem e mantinha uma tabela de preços de acordo com o perfil dos alvos. Ministros do STF valiam R$ 250 mil; senadores, R$ 150 mil; e deputados, R$ 100 mil. 

Em nota, Pacheco disse externar “repúdio em razão da gravidade que representa à democracia a intimidação a autoridades no Brasil, com a descoberta de um grupo criminoso, conforme investigação da Polícia Federal, que espiona, ameaça e constrange, como se o país fosse uma terra sem leis”. 

Esta é a sétima fase da operação que começou investigando um esquema de venda de sentenças no STJ e nos tribunais do Mato Grosso. A partir daí, a PF descobriu a existência do grupo de monitoramento e assassinatos encomendados. 

Editado por: Martina Medina

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