Reflorestamento

MST inicia 3ª Jornada da Natureza com plantio de 21 toneladas de sementes nativas

Ação do movimento propõe reflorestamento e reforma agrária como alternativas à crise ambiental

Jornada faz parte da campanha nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, em rede em todas as regiões do país
Jornada faz parte da campanha nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, em rede em todas as regiões do país | Crédito: Sidineia Camilo/MST

Começou nesta segunda-feira (2) a terceira edição da Jornada da Natureza, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A ação faz parte do plano nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis e tem como objetivo, além da reflorestação, “fortalecer a reforma agrária popular como alternativa à crise ambiental”, segundo o coordenador do projeto Camilo Augusto, entrevistado no Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta segunda-feira (2).

Desde 2021, o MST promove a jornada em diversos territórios pelo país, com atividades que envolvem plantio de mudas, distribuição de sementes e mobilizações em torno da preservação ambiental. No Paraná, por exemplo, as ações já viraram tradição e ganharam destaque nacional com a semeadura aérea de sementes da palmeira juçara e do pinheiro araucária.

Neste ano, de acordo com Camilo Augusto, que coordena o plano nacional do MST, a expectativa é lançar mais de 21 toneladas dessas sementes, ambas de espécies ameaçadas de extinção. “É um feito realmente grandioso. […] Em área protegida, isso pode retirar essas espécies da lista de ameaçados de extinção”, afirma.

Para o MST, a jornada é também um instrumento de denúncia contra os responsáveis pela emergência climática. “A importância disso é denunciar quem são os verdadeiros responsáveis pela crise: quem desmata, queima e polui as águas, e apresentar uma proposta alternativa que não fique somente nos números e dados financeiros da resolução do problema, como faz o capital”, explica Augusto.

A terceira Jornada da Natureza também envolve o monitoramento técnico das sementes, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O acompanhamento visa mensurar a taxa de germinação e comprovar a eficácia da semeadura como estratégia de preservação ambiental.

A ação ocorre com apoio de comunidades tradicionais, como indígenas, ribeirinhos e quilombolas, além de instituições como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Polícia Federal (PF), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira, uma às 9h e outra às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Martina Medina

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