SOLIDARIEDADE

Marcha Global para Gaza reúne 10 mil pessoas no Cairo contra genocídio na Palestina; 200 são presos

Grupo pretende caminhar por 50 quilômetros de al-Arish até Rafah, na fronteira entre Egito e Palestina

No audio source provided.
Pessoas carregam caixas de suprimentos de ajuda humanitária da Gaza Humanitarian Foundation (GHF) em 29 de maio de 2025
Pessoas carregam caixas de suprimentos de ajuda humanitária da Gaza Humanitarian Foundation (GHF) | Crédito: Eyad BABA / AFP

Uma coalizão de movimentos sociais, humanitários, ativistas independentes e coletivos de solidariedade ao povo palestino está organizando a Marcha Global para Gaza. O objetivo do movimento é denunciar o genocídio em Gaza e exigir o desbloqueio da ajuda humanitária por parte de Israel. O grupo reúne 10 mil pessoas de pelo menos 44 nacionalidades. Entre os participantes há pelo menos cinco brasileiros.

Os manifestantes se reuniram no Cairo, capital do Egito, e se deslocarão em comboio de veículos para a cidade de al-Arish, que fica a 50 quilômetros da fronteira, nesta sexta-feira (13). De lá, os ativistas pretendem caminhar até as proximidades de Rafah, cidade egípcia que faz fronteira com a Faixa de Gaza, onde devem chegar no domingo (15).

Não há garantias, no entanto, que a marcha conseguirá chegar a Rafah. Nesta quarta-feira (11), Israel pediu ao Egito que bloqueasse o que chama de “provocações” a favor dos palestinos. Mais de 200 ativistas da marcha já foram detidos em seu hotel ou retidos no aeroporto do Cairo, declarou nesta quinta-feira (12) à AFP Seif Abu Kishk, porta-voz do coletivo organizador.

“Espero das autoridades egípcias que impeçam a chegada de manifestantes jihadistas à fronteira israelo-egípcia e que não os autorizem a cometer provocações ou tentar entrar na Faixa de Gaza”, afirmou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, em um comunicado.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Egito reafirmou em um comunicado a “importância” de exercer “pressão sobre Israel”, mas lembrou que qualquer ação militante, prevista por parte das delegações estrangeiras pró-palestinos, deveria ter “autorização prévia”.

*com AFP.

Editado por: Thalita Pires

|

Newsletter