Pressão

Fim do genocídio em Gaza demanda que países rompam relações com Israel, diz Fepal; ato em SP cobra medida do Brasil neste domingo (15)

Mais de 30 movimentos populares se reúnem às 11h, na Praça Roosevelt, em ato pela unificado pela Palestina

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Mulheres palestinas aguardam a distribuição de refeições quentes em Nuseirat, região central da Faixa de Gaza, em 4 de junho de 2025
Mulheres palestinas aguardam a distribuição de refeições quentes em Nuseirat, região central da Faixa de Gaza, em 4 de junho de 2025 | Crédito: Eyad BABA / AFP

Mais de 30 movimentos populares, organizações e coletivos devem se reunir neste domingo (15), em São Paulo, em um grande ato unificado pela Palestina. A mobilização ocorre na Praça Roosevelt, a partir das 11h, e tem como objetivo pressionar o governo brasileiro a adotar medidas práticas diante do massacre promovido por Israel contra o povo palestino, especialmente na Faixa de Gaza.

Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Ualid Rabah, argumenta que a forma mais eficaz de pressionar o regime israelense é seguir os mesmos caminhos usados historicamente contra outros regimes de apartheid e genocídio, como o da África do Sul. “Parar o genocídio acontece quando o governo brasileiro rompe relações com Israel. E essa é a pretensão desse grande movimento global”, declara.

Os meios, segundo Rabah, referem-se àqueles “em que a cidadania global se insurgiu em todo o mundo, tomou as ruas, pressionou os seus governos, os seus estados, os seus regimes, as suas figuras públicas”. “O mesmo foi feito contra a Alemanha, de 1933 a 1939, antes da Segunda Guerra Mundial“, acrescenta.

O dirigente destaca que o protesto busca dar visibilidade internacional ao que classifica como o “maior genocídio de todos os tempos”. “O mundo enxerga o genocídio que acontece na Palestina, notadamente na sua parcela territorial chamada Faixa de Gaza”, afirma Rabah. Segundo ele, o impedimento da ajuda humanitária e os ataques ilegais em águas internacionais, como o caso do barco Madleen, da Flotilha da Liberdade, também serão denunciados.

Rabah relaciona a violência atual em Gaza ao genocídio da Segunda Guerra Mundial. “Na Palestina, em Gaza, Israel mata 3,55 vezes mais que todo o período hitleriano da Segunda Guerra Mundial”, compara.

Brasil já adotou medidas concretas contra Israel

Questionado sobre a postura do governo federal, Rabah reconhece a firmeza dos posicionamentos públicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e avalia que medidas concretas também vêm sendo tomadas, ainda que pouco divulgadas. Entre os exemplos, ele cita o cancelamento de uma licitação de R$ 1 bilhão com a empresa bélica israelense Elbit Systems, o congelamento de acordos de cooperação na área militar e tecnológica com Israel, e a ratificação de acordos com a Palestina, incluindo um de livre comércio no âmbito do Mercosul.

“Estamos sem embaixador em Tel Aviv há um ano. As credenciais para o embaixador israelense no Brasil não foram entregues. E o Brasil apoiou a petição da África do Sul contra o genocídio na Corte Internacional de Justiça”, lembra o presidente da Fepal. Ele destaca ainda que o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou em reunião com parlamentares e representantes de movimentos sociais que o governo estuda novas medidas em resposta aos ataques de Israel.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira, uma às 9h e outra às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Nathallia Fonseca

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