'História correta'

Dilma Rousseff e Celso Amorim estarão em próximo grande desfile militar em Pequim

Ao todo, 26 líderes participarão das celebrações de 80 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial

Dilma discursa em 2025
Dilma voltou a enfatizar necessidade de reduzir juros em financiamentos para nações em desenvolvimento | Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, estarão presentes no desfile militar do dia 3 de setembro em Pequim, como parte das comemorações do 80º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial Antifascista.

A confirmação foi feita nesta quinta-feira (28) pelo ministro assistente das Relações Exteriores, Hong Lei, que detalhou a lista de líderes e representantes de 26 nações (veja a lista completa no final desta matéria).

Além de Celso Amorim e Dilma Rousseff, as outras lideranças latino-americanas e caribenhas confirmadas para o desfile militar em Pequim incluem o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez e o assessor em Investimentos, Comércio e Cooperação Internacional da Presidência da Nicarágua, Laureano Ortega.

Estão confirmados também o presidente russo Vladimir Putin, o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente cubano Miguel Díaz-Canel. Líderes de países como Irã, Indonésia, Malásia e Paquistão também devem comparecer, marcando uma forte presença do Sul Global.

A cerimônia contará com um discurso do presidente chinês Xi Jinping, que fará uma revista às tropas e destacará a contribuição da China para a vitória na Segunda Guerra Mundial e o seu compromisso com a paz e a justiça global. O evento exibirá equipamentos militares de produção nacional, sinalizando os avanços da modernização do Exército de Libertação Popular.

Perspectiva histórica correta

As comemorações visam honrar os mártires da guerra e defender a versão da história correta sobre a guerra.

Tanto Rússia quanto China vêm defendendo a necessidade de não tergiversar a história recente. Do lado europeu, nos últimos anos países como Ucrânia, Polônia e República Tcheca, e ex-repúblicas soviéticas como Letônia e Estônia, têm destruído ou retirado homenagens a soldados soviéticos pela vitória contra o nazismo. Em 2023, a Alemanha proibiu bandeiras soviéticas e russas nas comemorações do Dia da Vitória.

Na Ásia, o Japão é frequentemente apontado pela prática de minimizar os males que causou ou até reivindicar figuras de criminosos de guerra. China e Coreia, por exemplo, já criticaram publicamente as homenagens feitas por líderes japoneses no Santuário Yasukuni, um espaço dedicado a homenagear mais 2,5 milhões de pessoas que morreram a serviço do Japão em conflitos armados desde o final do século XIX. O santuário, porém, inclui o nome de alguns dos principais criminosos da Segunda Guerra Mundial.

Em 2015, quando a China celebrou pela primeira vez com um desfile à vitória contra a Agressão Japonesa, o então primeiro-ministro Shinzo Abe, publicou uma declaração afirmando “não devemos permitir que [as gerações futuras] sejam predestinadas a se desculpar”. A fala foi interpretada como uma forma de o Japão querer apagar a história.

Veja os nomes dos 26 chefes de Estado e de governo convidados para participar das celebrações do 80º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial Antifascista:

Presidente da Rússia, Vladimir Putin;
Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia e Presidente dos Assuntos de Estado, Kim Jong Un;
Rei do Camboja, Norodom Sihamoni;
Presidente do Vietnã, Tô Lâm;
Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Popular Revolucionário Laosiano e Presidente, Thongloun Sisoulith;
Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;
Primeiro-Ministro da Malásia, Anwar Ibrahim;
Presidente da Mongólia, Ukhnaagiin Khürelsükh;
Primeiro-Ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif;
Primeiro-Ministro do Nepal, KP Sharma Oli;
Presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu;
Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev;
Presidente do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev;
Presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon;
Presidente do Quirguistão, Sadyr Japarov;
Presidente do Turcomenistão, Serdar Berdimuhamedow;
Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko;
Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev;
Primeiro-Ministro da Armênia, Nikol Pashinyan;
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian;
Presidente do Congo (Brazzaville), Denis Sassou Nguesso;
Presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa;
Presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić;
Primeiro-Ministro da Eslováquia, Robert Fico;
Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e Presidente, Miguel Díaz-Canel;
Presidente Interino de Mianmar, Myint Swe.

Editado por: Nathallia Fonseca

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