Cultura Popular

Festival São Batuque inicia programação repleta de ritmos e ancestralidade

Evento gratuito iniciou nesta terça (16) e segue até dia 20 com shows e oficinas

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Apresentação do grupo popular tradicional do DF ‘Tambor de Crioula’ de Seu Teodoro. | Crédito: Foto: divulgação| Tambor de Crioula' de Seu Teodoro

Começou nesta terça-feira (16) e segue até sábado (20) a 16ª edição do Festival São Batuque, evento gratuito que celebra a percussão, a cultura popular e as tradições afro-brasileiras. Com atividades distribuídas por espaços e territórios do Distrito Federal, como a Casa de Cultura Martinha do Coco, a Casa de Cultura do Guará e a Praça dos Orixás, o festival traz oficinas, rodas de saberes, seminários, feira gastronômica e shows de artistas locais e nacionais como como Mariene de Castro (BA), Maciel Salu (PE), Coco do Iguape (CE) e Martinha do Coco (DF).

Nesta edição, o festival também lança o portal digital e estreia o documentário Terras Diversas, de Stéffanie Oliveira, que será foi exibido em formato online nesta terça-feira 916).

O documentário retrata mestres e mestras das manifestações populares do DF, revelando histórias de resistência e preservação cultural.

Segundo a realizadora Stéffanie Oliveira, Brasília é uma Terra Diversa, feita das matulas culturais de candangas e candangos que chegaram de todos os cantos do Brasil. “O sagrado e o profano, de mãos dadas, criaram territórios culturais neste Cerrado encantado. Esse documentário nasce assim, como a própria cidade: gestado e parido a muitas mãos, pelos mestres e mestras que nunca pararam de construir cultura dentro da cidade”, diz ela. 

O São Batuque 2025 é promovido pelo Circuito de Cultura Periférica do DF em parceria com a Associação Cultural Rosa dos Ventos, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec/DF), do Governo do Distrito Federal, do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal.

Programação e ocupação cultural

A abertura ocorre na Casa de Cultura Martinha do Coco, com atividades voltadas para crianças e celebração dos Erês e da tradição de Cosme e Damião. Entre as ações, estão oficinas de Capoeira Angola, Bumba Meu Boi e Coco, conduzidas por mestras como Martinha do Coco, Tamá e Tisza, com participação especial de Mãe Baiana de Oyá.

O festival percorre diferentes territórios simbólicos do DF, conectando ancestralidade, formação e celebração popular. Nesta quarta-feira (17), a partir das 18h, o evento Cantos de Quilombos promove uma grande roda com Mestra Tisza, Mestre Taleta, Grupo Raízes, Maculelê e Bando Matilha. A atividade será realizada na Arena Capoeira, localizada Riacho Fundo I.

Na quinta-feira (18), também a partir das 18h, a programação chega à Casa de Cultura do Guará, no encontro Baques de Angola, com oficinas e apresentações de Zenga Baque Angola, Leão da Campina (PE), Tambores do Amanhecer e Dandalunda.

Cantora baiana Mariene de Castro que fará apresentação no São Batuque na Praça dos Orixás na sexta-feira (19)/ Foto: Divulgação/Roberto Mendes

Já na sexta-feira (19 ), a Praça dos Orixás se torna o palco do evento Ancestralidade e Território, com seminário sobre povos tradicionais de terreiro e apresentações de Oju Okan, Zenga Baque Angola e Mariene de Castro (BA). A programação inicia a partir das 14h.

O festival encerra no sábado (20), na Praça dos Orixás, com Feira Gastronômica e de Artesanato Afro-Candango e apresentações musicais que promovem o diálogo entre diferentes tradições brasileiras, em uma grande roda de resistência, alegria e pertencimento.

Programação 

16 de setembro – Caminhos Abertos

Casa de Cultura Martinha do Coco – Paranoá

15h – Oficina de Contos de Boi e Capoeira Angola
com Mestra Tamá (DF) e Mestra Tisza (BA) (para crianças)
18h-  Apresentação com Mestra Martinha do Coco (DF)
Participação especial: Mãe Baiana de Oyá (DF)
06h- Lançamento do site oficial +
Exibição online do documentário “Terras Diversas” (disponível por 24h)

17 de setembro – Cantos de Quilombos

Arena Capoeira – Riacho Fundo I

18h – Abertura: Roda de Capoeira com Mestra Tisza (BA),
Greyce Ornellas (MG), Mestre Taleta e Mestre Fininho (DF)
19h – Puxada de Rede com Bando Matilha (DF)
19h30 – Maculelê com Grupo Raízes Capoeira (DF)
20h – Oficina “Cantos de Angola” com Mestra Tisza (BA)

18 de setembro – Baques de Angola

Casa de Cultura do Guará

18h- Oficina com Mestre Hugo Roxiluan (PE) e Sub Mestra Kissimin (PE)
21h – Encontro de Baques:
Zenga Baque Angola (DF)
Tambores do Amanhecer (Planaltina)
Dandalunda (Ceilândia)
Leão da Campina (PE)

19 de setembro – Ancestralidade e Território

Praça dos Orixás

14h -Toque Ketu, Jeje, Angola, Umbanda e Nagô
14h30 – Lançamento do Comitê das Mulheres de Terreiro do DF
15h – Seminário dos Povos Tradicionais de Terreiro Renafro DF
Temas:
Revitalização de Espaços de Matriz Africana
Saúde nas Comunidades Tradicionais
Marcha das Mulheres Negras

18h – Oju Okan Samba (DF)
19h – Zenga Baque Angola (DF) + Leão da Campina (PE)

Intervalos: DJ Fraktal (DF)
Telão | VJ Reyzek (DF)

Apresentadora | Elizabete Braga (DF)

20 de setembro – Encerramento: Festival São Batuque

Praça dos Orixás

17h – Abertura da Feira Gastronômica e Feira de Artesanato Afro-Candango
18h – Bumba Meu Boi do Seu Teodoro (DF) convida Emília Monteiro (DF)
19h – Coco do Iguape (CE) convida Coco de Quebrada (DF)
20h – Grupo Afirmação (DF) convida Jiauncy Ojubará (Ilê Aiyê – BA)
21h – Sambada de Seu Estrelo (DF) convida Mestre Anderson (PE)
22h – Maciel Salu (PE) convida Kirá (DF)
Intervalos: DJ Zappata

Telão | VJ Reyzek (DF)
Apresentadora | Elizabete Braga (DF)

Serviço

Festival São Batuque 2025
Data: 16 a 20 de setembro
Mais informações no site do festival

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Editado por: Flavia Quirino

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