Nesta terça-feira (1º), Dia Internacional das Pessoas Idosas, o gerente do Instituto de Longevidade MAG, Antônio Leitão, defende que a data deve ser um marco de reflexão sobre como o Brasil tem lidado com a inclusão da população com mais de 60 anos. “Se tornou uma data para celebrarmos a vida das pessoas idosas, a contribuição indispensável à sociedade que essas pessoas representam, com o cuidado que elas prestam, eventualmente com a atividade profissional, e toda a sua sabedoria acumulada”, diz, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Segundo Leitão, os principais desafios para garantir qualidade de vida na velhice estão ligados à proteção financeira, ao enfrentamento do etarismo e ao acesso a serviços básicos. “Precisamos olhar para o preconceito, a questão do etarismo, que se faz sentir no mercado de trabalho, nas oportunidades para aquelas pessoas que querem ou precisam continuar trabalhando, no acesso a serviços de saúde… Tem uma série de pautas importantes que devemos nos atentar como sociedade e cobrar para que elas avancem”, aponta.
Para o gerente, o ambiente urbano é decisivo no processo de envelhecimento. Ele destaca uma pesquisa do Instituto de Longevidade que avalia os municípios brasileiros pelo Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL), mostrando que a maioria das cidades ainda precisa avançar em áreas como saúde, proteção social e oportunidades de requalificação profissional.
“A cidade é o espaço onde a vida acontece. O país é um conceito. O Estado é um conceito. O município, a cidade, é onde as trocas acontecem de fato. E o que percebemos é que os municípios brasileiros precisam avançar muito, em vários aspectos”, indica. Ele acrescenta que “a vida longeva que estamos tendo é uma coisa muito boa, mas requer preparação”.
Outro ponto central é a segurança financeira. Leitão lembra que, embora o sistema previdenciário brasileiro seja considerado robusto, ele ainda deixa muitos segmentos vulneráveis. “A proteção financeira é muito importante porque vivemos numa sociedade onde ter recurso financeiro é imprescindível e o sistema previdenciário desempenha um papel muito relevante de garantir segurança à medida que as pessoas perdem a sua capacidade de adquirir recursos por meio do trabalho”, explica.
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O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.
