O deputado estadual do Paraná, Renato Freitas (PT-PR), anunciou que vai pedir a cassação do deputado Ricardo Arruda (PL-PR). O pedido ocorre após o Ministério Público do Paraná (MP-PR) mover ação solicitando a devolução de R$ 1 milhão do parlamentar bolsonarista. Arruda é suspeito de promover ‘rachadinha’ em seu gabinete, ficando com parte dos salários de seus funcionários. O deputado afirma que não foi notificado e que seu mandato atua dentro da legalidade e da transparência.
Na tribuna da Assembleia Legislativa, Freitas disse ontem (30) que a máscara de Arruda caiu. “A máscara de honestidade de Ricardo Arruda, assim como a de seus correligionários, está caindo. O rei está nu, e vemos sua verdadeira face: cruel, abjeta, desonesta, defensora da morte, perpetuadora da desigualdade e alinhada aos corruptos tradicionais do país. Eu, aqui nesta Casa, pedirei a cassação de Ricardo Arruda”, afirmou Freitas.
A denúncia contra o parlamentar de extrema-direita teria sido feita pelo seu ex-chefe de gabinete. O valor de R$ 1.045.170,80 solicitado pelo MP-PR são referentes ao pagamento de despesas pessoais de Arruda, como viagens internacionais, hospedagens em hotéis e até o pagamento da fatura do cartão de crédito da esposa do deputado.
Segundo o Blog Politicamente, o deputado Ricardo Arruda usava cartões de crédito adicionais de assessores da Alep — lotados tanto no gabinete do parlamentar quanto na Corregedoria da Assembleia Legislativa quando ele ocupava a função.
Os fatos que vêm a público pertencem ao prosseguimento da investigação de 2014. O MP pediu afastamento do deputado Ricardo Arruda, no entanto, o pedido não foi analisado pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Em nota, por sua vez, Ricardo Arruda se defende das acusações. Ele alega que ainda não foi citado oficialmente acerca da Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa mencionada em alguns veículos de comunicação.
“Assim, qualquer manifestação prévia sobre o mérito da demanda seria precipitada. O Deputado Ricardo Arruda reafirma seu compromisso com a transparência, com a legalidade e, sobretudo, com os seus eleitores, que sempre pautaram sua atuação pública”, diz a nota.
O parlamentar ainda afirmou que irá se pronunciar de forma técnica e responsável tão logo tenha acesso integral aos autos e possa exercer plenamente o seu direito de defesa.

