anti-imperialismo

O que os comunistas fizeram na história da humanidade? Vamos aos fatos

Câmara legislativa do DF aprovou lei que cria Dia da Memória das Vítimas do Comunismo

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Soldado hasteia bandeira soviética no telhado do Reichstag, a sede do Parlamento alemão, em 9 de maio de 1945
Soldado hasteia bandeira soviética no telhado do Reichstag, a sede do Parlamento alemão, em 9 de maio de 1945 | Crédito: Foto: Yevgeny Khaldei

A Câmara Legislativa do Distrito Federal ao aprovar o PL 499/2023, do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), mostra a força dos setores que historicamente se sustentam com a mentira como principal arma para manter o controle das riquezas e o poder político. 

A lei cria o Dia da Memória das Vítimas do Comunismo, como se a humanidade e os povos algum dia na história foram vítimas do comunismo. Vamos aos fatos. 

O capitalismo se sustenta com a cruel exploração e extermínio de povos do mundo inteiro. Os povos de Abya Yala viviam em suas comunidades com suas culturas. A chegada de Cristovam Colombo, em 1492, deu início a um genocídio que exterminou dezenas de milhões de pessoas, pratica que segue até os dias atuais. Acima do Rio Grande, os colonizadores dos EUA e Canadá não fizeram diferente, matando e destruindo as nações indígenas. 

Para sustentar seus crimes contra a humanidade, em 18 de junho de 1452, o Papa Nicolau V publicou a Bula Romanus Pontife que autorizava a escravidão para “dar alma” aos povos africanos. Estes foram sequestrados e trazidos para o lado de cá do Atlântico. Em O povo brasileiro, Darcy Ribeiro, aponta que saíram da África 10 milhões de pessoas, tendo metade morrido na travessia e a outra metade sido os pés e as mãos dos senhores. Até hoje esta situação permanece, basta ver a escala 6×1, com milhões de trabalhadores produzindo até 14 horas por dia em troca de um mísero salário. 

Entre 1914 e 1918, cerca de 20 milhões morreram durante a Primeira Guerra, a maioria russos, os quais conseguiram, em outubro de 1917, fazer a primeira grande revolução, comprovando que o paraíso pode ser terrestre. Com a Revolução Bolchevique, a burguesia criou as condições para novamente atacar esse povo.

Em 1933, Hitler assume o poder na Alemanha, ataca diretamente os comunistas com as milícias da SS. Entre 1937 e 1945, o alvo do III Reich foi destruir a URSS, que mesmo perdendo aproximadamente 30 milhões de vidas, conseguiu libertar a humanidade do seu pior momento. Em maio de 1945, Berlim foi libertada e a humanidade pode florescer novamente. 

Uma grande produção de filmes, artigos e livros de Hollywood, a BBC e pensadores do Pentágono massificaram inverdades, ao ponto de afirmar que os EUA haviam vencido os nazistas, sendo que esses, mesmo com o fim da 2ª Guerra despejaram as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, mataram centenas de milhares em minutos. São tantos os crimes, as bombas de napalm no Vietnã, a destruição do Iraque, da Líbia, o genocídio em Ruanda e agora em Gaza. Os criminosos agora contam com os algoritmos das plataformas para difundir suas mentiras. 

Ao aprovar esta farsa, a maioria da CLDF reafirma que tem compromisso com os herdeiros da escravidão, com a mentira histórica dos escravistas, dos assassinos de centenas de milhões de pessoas ao longo da história.

Mostram-se como fieis escudeiros de Hitler, Mussolini, Franco, Pinochet e tantos nazifascistas que povos de muitos países os derrotaram, devolvendo-os ao esgoto da história. Mentira tem perna curta, ainda mais considerando o tempo histórico. 

Por outro lado, o que os comunistas fizeram? Libertaram povos, educaram seus filhos, garantiram saúde, moradia, liberdade, cultura, felicidade e paz entre as nações e para os povos. Os comunistas e socialistas comprovam que os trabalhadores do mundo, no momento que adquirem consciência de classe, se organizam e assumem a riqueza que produzem, a plena dignidade humana pode se tornar uma realidade, muito diferente do capitalismo, um sistema de morte, mentiras, dor e destruição.

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*Pedro César Batista, jornalista e escritor. Integra o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima.

**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato – DF.

Editado por: Clivia Mesquita

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